O estilo renovador de Polke
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 10 de setembro de 2002
Equipe da Folha 
Curitiba Depois de ter circulado por alguns dos mais importantes centros culturais do exterior como Moscou, Istambul, Ankara, Maribor, na Eslovênia, em 2001, e por algumas capitais brasileiras no início deste ano, chega a Curitiba a exposição itinerante do artista alemão Sigmar Polke. A mostra abre hoje, na Casa Andrade Muricy, às 19 horas, numa promoção do Instituto Goethe Inter Nationes.
Intitulada ''Sigmar Polke: Música de Fonte Desconhecida'', a exposição
apresenta 40 trabalhos em guache, datados de 1996. Depois, a mostra segue para Assunción, no Paraguai. Polke é considerado pela crítica alemã como um artista de grande força renovadora. Seus trabalhos refletem a intenção de revelar, à luz de novas descobertas, aquilo que não foi percebido anteriormente.
Diferente de outros modernistas, Polke não toma a arte como ponto de partida em sua viagem em busca de novas descobertas. Ele parte da realidade e daquilo que essa realidade poderia vir a ser. Nascido em Oels, 1941, na baixa Silésia, foi criado na Turíngia até os 12 anos, quando muda-se para Dusseldorf, passando por Berlim Ocidental. Entre 1959 a 1960 aprendeu pintura de vitrais e ao completar 20 anos entrou para a Academia Estatal de Arte de Dusseldorf, onde estudou, até 1967, com Gehard Hoehme e Karl-Otto Götz.
Em 1963, aos 22 anos, fundou, com Konrad Fischer-Lueg e Gerhard Richter, o grupo Realismo Capitalista, quando realizam a mostra Leben mit Pot (Vida com Pop), em Dusseldorf. A exposição tinha o objetivo de caracterizar os mecanismos e a ideologia da sociedade de consumo. Desde então, o artista tem desenvolvido sua pintura baseando-se na ampliação da retícula usada na imprensa onde cada ponto é o resultado de um complicado processo manual de transferência. Paralelamente, realiza composições utilizando tecidos de decoração como suporte, entremeando o desenho com figuras dos velhos mestres como Durer (A Lebre), ou ilustrações de Alice no País das Maravilhas.
Polke recebeu, em 1966, o Prêmio de Arte da Juventude Alemã, em Baden-Baden. Suas primeiras exposições individuais foram apresentadas, naquele ano, na Galeria René Block, Berlim e na Galeria Schmela, de Dusseldorf. Expôs em 1968 no Museu de Arte de Lucerna, Suiça. Nos anos de 1970 a 1971 foi professor na Escola Superior de Artes Plásticas de Hamburgo. Mais tarde, mudou-se para Gaspelschaf, em Willich, região do Baixo Reno. Em 1974 viajou para o Paquistão, Afeganistão, México e Austrália. No ano seguinte, foi premiado na 13 Bienal Internacional de São Paulo, representando a Alemanha ao lado de Baselitz e Palermo e desde então vem recebendo uma série de prêmios e homenagens pelo seu trabalho. Sigmar Polke vive atualmente na cidade de Colônia.
Serviço
Exposição ''Sigmar Polke: Música de Fonte Desconhecida'', na Casa Andrade Muricy. De hoje a 29 de setembro, de terça a domingo das 10 às 20 horas. Ingressos R$ 3,00 e R$ 1,00 (estudantes). Entrada livre às terças-feiras. Mais informações pelo telefone (41) 321-4730


