O ‘‘Espírito que Anda’’ já ronda por aqui. No ano de seu 60º aniversário, o primeiro herói mascarado das histórias em quadrinhos chega em roupagem hollywoodiana ao Brasil depois de uma acanhada acolhida nos Estados Unidos. ‘‘O Fantasma’’ entra em cartaz na próxima sexta-feira. Em Londrina, o filme será exibido no Cine Vila Rica.
Dirigido por Simon Wincer e com Billy Zane no papel principal, o filme é uma adaptação das duas primeiras aventuras do herói publicadas no gibi criado por Lee Falk em 1936. A trama traz Fantasma enfrentando o vilão Xander Drax, que quer tungar as Três Caveiras de Touganda, cuja posse conferiria ao proprietário o poder de dominar o mundo.
Cor Paralelamente, a história mostra a relação amorosa de Fantasma com Diana Palmer. A transposição para a tela não poupou os cenários típicos associados ao personagem nos quadrinhos como a Floresta Negra de Bangala, a cachoeira onde ele passa sem se molhar e a mítica Caverna da Caveira.
A Caverna, uma gruta em forma de crânio, é o lar do herói mascarado. Trata-se de um verdadeiro relicário que além de abrigar arquivos com anotações de todos os Fantasmas antecessores, guarda peças como a espada do Rei Arthur, a áspide que picou Cleópatra, a lira de Homero, a coroa de louros dourada que pertenceu a Júlio César, e uma taça de diamantes que pertenceu a Alexandre o Grande, César e Carlos Magno.
Aprovação Para os brasileiros, a curiosidade do filme vai ficar por conta do uniforme roxo do personagem, já que por aqui sua roupa sempre foi vermelha. A explicação remonta à época de sua criação, quando Falk o pintava de verde para servir como ‘‘camuflagem’’ na floresta.
No entanto, uma editora de Nova York recebeu os originais dos desenhos e mudou a cor para roxo. Mais tarde, uma editora francesa se incumbiu de ‘‘botar a mão’’ no trabalho com tinta vermelha transformando-se a partir daí em matriz das características do herói para vários países, incluindo o Brasil.
Mas felizmente para os admiradores do personagem, essa ‘‘diversidade’’ de cores não se traduziu em diferentes histórias para contar sua origem, que se manteve íntegra no filme. Pelo menos ao que consta, Lee Falk teria aprovado a adaptação para a tela.

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