''Estou falando do grande enigma da reprodução'', diz o simpático nordestino de 75 anos. ''Há uma certa aspereza nessas formas'', avisa. Usa roupa bege, bengala, lencinho no pescoço, tem cabelos brancos e ''um barbão que não tem tamanho'', como se descreve. Simples e falante, Brennand não precisa fazer esforço para cativar seus visitantes. Rapidamente forma-se uma roda de curiosos em seu entorno. Todos querem uma foto com o artista. Todos querem cumprimentá-lo. O fazem com um aperto de mão, admirados.
Contador de histórias, fala sobre o Recife no passado. Hoje. ''Esta terra não tem só beleza natural.'' Orgulha-se de sua ''Florença brasileira'', de seu refúgio herdado do pai e transformado em arte em 1971, fruto de sua imaginação e de árduo trabalho. ''Isso aqui pode ser um Central Park (em Nova York), mas dez vezes maior'', brinca. A visita, no entanto, é tão obrigatória na capital de Pernambuco quanto é o parque na cidade norte-americana.

mockup