O Festival Folclórico de Parintins, que acontece de 27 a 29 de junho, na Arena do Bumbódromo, em Parintins, no Amazonas, revela ao Brasil uma das maiores festas populares do mundo. Os bois, Garantido e Caprichoso, se apresentam durante 2h30. As apresentações baseiam-se em temas previamente escolhidos, mas têm sempre como pano de fundo a lenda de Pai Francisco e Mãe Catirina.
  Neste ano, os bois entrarão na luta pela preservação da Amazônia. O Garantido vem com o tema ‘‘Garantido, o Boi da Preservação’’ e o Caprichoso com ‘‘O Futuro é Agora’’. Conta a lenda que Mãe Catirina, grávida, deseja comer a língua do boi mais bonito da fazenda. Para satisfazer o desejo da mulher, Pai Francisco manda matar o boi de estimação do patrão. Pai Francisco é descoberto, tenta fugir, mas é preso. Para salvar o boi, um padre e um médico são chamados (o pajé, na tradição indígena) e o boi ressuscita. Pai Francisco e Mãe Catirina são perdoados e há uma grande comemoração.
  Cada boi tem suas cores, sendo o azul e branco do Caprichoso e o vermelho e branco do Garantido. A rivalidade é tamanha que durante a apresentação de um grupo, a torcida do outro não pode se manifestar. Vaias, palmas, gritos e outras formas de expressão são proibidas quando o ‘‘contrário’’ se apresenta e fazem seu boi perder pontos preciosos na competição. A mesma rivalidade é vista nas ruas da cidade – as pessoas não escondem, seja nas roupas ou nas fachadas das casas, a cor do seu boi de coração.
  Os bois de Parintins existem desde 1913, mas o festival foi oficializado em 1966. O Garantido – considerado o ‘‘boi do povão’’ – acumula 27 vitórias contra 16 do Caprichoso, ‘‘o boi da elite’’. Houve apenas um empate.

Como chegar
  É preciso se organizar e ter disponibilidade de tempo. Uma viagem como essa necessita de, pelo menos, cinco dias. São três para as apresentações e mais dois para a viagem de ida e de volta. O município de Parintins fica a 420 quilômetros de Manaus, na ilha fluvial de Tupinambarama, e está localizado no Baixo Amazonas, quase na divisa com o Pará. Para chegar à cidade pode-se optar pelas vias aérea e fluvial.
  As agências de viagens costumam organizar pacotes que incluem transporte (de avião ou barco), hospedagem, ingressos para os três dias do festival e passeios pelo rio Amazonas. É a forma mais fácil para chegar até lá. Já quem prefere ir por conta própria, terá um pouco mais de trabalho. Várias companhias fazem vôos diários para a ilha. Os vôos saem de Manaus ou de Santarém, no Pará, e têm duração de aproximadamente 1 hora.
  Para fazer reservas de hotel, é bom correr, pois a ilha dispõe de poucas opções. Há poucos hotéis, algumas pousadas e casas dos moradores locais, que alugam quartos. Há também as embarcações que acabam virando uma espécie de ‘‘hotel flutuante’’ e onde a única opção de acomodação são redes espalhadas por todo o convés.
  Se a escolha for por via fluvial, a viagem de barco até Parintins pode durar entre 18 e 24 horas, dependendo do tipo de embarcação e do percurso escolhido. O trecho Manaus-Parintins, que desce o rio, é normalmente feito em 18 horas, enquanto no retorno se gasta 24 horas, pois a navegação é contra as águas do rio. Há barcos de todos os tipos, desde luxuosos iates que podem ser alugados, até grandes balsas populares. A maioria desses barcos funciona como hotéis, pois eles permanecem ancorados em Parintins durante os dias do Festival. Mais informações: amazonastur.am.gov.br.

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