O mais conceituado DJ do País toca hoje em Londrina. Marky Mark, 25 anos, vai comandar as pick-ups a partir de 2 da madrugada na festa ‘‘Acidtwo’’, no extinto Pier Lounge (Av. Higienópolis, 2.315). A festa começa à tarde com a realização de um mercado mix, que vai funcionar das 13 às 20 horas incluindo estandes fashion, desfiles de moda e exposição de arte.
Além de Marky, tocam os DJs Edinho Underground, Marcelo M, Adriano Duim e Andre Sneak. Marky é adepto do drum’n’bass, ramificação da música eletrônica caracterizada por batidas frenéticas sincopadas e baixo pulsante. Na Inglaterra, onde se apresenta a cada dois meses, é considerado um renovador do estilo.
No ano passado, Marky lançou o CD ‘‘Workin’ the Mix’’ (Paradoxx) com 15 faixas remixadas por ele incluindo composições de John B, Aphrodite e Michael Finn, Ed Rush + Optical, Hype e Zinc, Bad Company e outros artistas da cena drum’n’bass britânica. Até o final do ano, deve lançar o segundo trabalho no formato.
O disco de estréia cobre variações da vertente como o dark jungle (sombria, de teclados distorcidos e beats velozes), o jump-up (mix de rap e drum’n’bass) e o jazztep (como diz o nome, próximo do jazz). Mas o que chamou a atenção dos gringos foi sua ginga para embutir scratches sobre as batidas, fórmula explorada intensamente na faixa ‘‘Pressure’’, de John B.
Depois de lançar o disco, ele fez uma turnê discotecando em cidades como Toronto (Canadá), Amsterdã (Holanda), Dublin (Irlanda), Edimburgo (Escócia) e, claro, Londres. Na terra da rainha, chegou a apresentar músicas ao vivo na rádio Kiss FM (www.kissfm.co.uk). Mas antes de estourar, Marky viveu altos e baixos atrás do toca-discos.
Começou moleque participando de concursos de DJs em casas noturnas da periferia. Tocou house, hardcore jungle e jungle. No final de 93, aderiu ao drum’n’bass introduzindo a cena no País ao lado dos DJs Patife, Koloral e Anderson. Dois anos depois, com a ascensão do tecno nas pistas, viu suas festas perderem público.
Com a uruca solta, teve até que fechar sua modesta loja de discos, que tinha inaugurado na Vila Carrão. Pensou em largar tudo, mas logo recuperou o prestígio recebendo convites para tocar aqui e ali até virar DJ residente do Lov.e Club & Lounge. No pico da boa maré, tocou para 20 mil pessoas na abertura do show da banda Prodigy, no Festival Close Up Planet.
A fama cresceu na temporada seguinte, quando o DJ Brian Gee veio ao Brasil e o convocou para discotecar em Londres depois de ficar de queixo caído ao vê-lo em ação. Lá, sua habilidade alucinou colegas de metiê e críticos de publicações especializadas a ponto de ser eleito DJ-revelação de revistas badaladas como Musik e i-D.
Com seu nome em alta, os ingleses sugeriram que ele tirasse o ‘‘Mark’’ para não ser confundido com o rapper Mark Marky. Passou a viajar uma vez a cada dois meses a Londres para animar as noitadas Movement, no Bar Rumba. Obteve, inclusive, os direitos para trazer o Movement ao Brasil numa empreitada com o DJ Patife.
As festas acontecem quinzenalmente no clube paulistano Lilith. De agenda cheia, Marky toca também às sextas-feiras no Torre do Dr.Zero, isso quando está em São Paulo. Na festa de hoje, ele apresenta um set às 2 e outro às 4 horas. Os ingressos antecipados estão à venda a R$ 15,00 (mulheres) e R$ 20,00 (homens) no Pátio San Miguel e na Loja.com (Catuaí Shopping).

mockup