DivulgaçãoO filme ‘‘O Doce Amanh㒒 traça um sensível perfil de uma pequena comunidade abalada por uma tragédiaEntra em cartaz hoje, na Cinemateca de Curitiba, o filme ‘‘O Doce Amanh㒒 (The Sweet Hereafter - Canadá - 1997), do diretor Atom Egoyan. No elenco estão Ian Holm, Maury Chaykin, Gabrielle Rose, Peter Donaldson, Bruce Greenwood e David Hemblen. O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Diretor em 1997.
Na história de ‘‘O Doce Amanh㒒, o advogado Mitchell Stephens (Holm) chega a uma pequena cidade, pouco depois de um acidente com o ônibus da escola. A maioria da população tem a perda de um filho para lamentar. O advogado afirma que tem de haver um responsável pelo acidente, e apenas um pai rejeita a participação no processo coletivo, preferindo deixar as coisas como estão. Stephens vai precisar do testemunho da única sobrevivente, Nicole (Polley), agora confinada a uma cadeira de rodas.
O enredo traça um paralelo com ‘‘O Flautista de Hamelin’’, narrada por Nicole. A procura de Stephens por um culpado pela tragédia pode estar ligada a seus próprios problemas, pois tem uma filha toxicodependente, que parece querer culpar o pai por tudo. Outra possibilidade é que o advogado talvez esteja apenas interessado na indenização que ganhará com o processo.
O acidente com o autocarro surge como uma espécie de praga bíblica para castigar a generalidade das famílias desequilibradas. Surge uma situação moral e social pouco natural, cuidadosamente camuflada pelo diretor Atom Egoyan até um momento mais tardio. É esta situação que gera o desenlace do filme e decide a existência ou não do processo. Os filhos fazem a geração anterior pagar por seus pecados. A penalidade pode ser elevada, mas tudo indica que, a partir dali, o futuro será radioso.

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