O dia-a-dia da Rainha do Papel
No programa Espaço Aberto de hoje (Globonews, 21h30), o apresentador Caco Barcelos acompanha o dia-a-dia da Rainha do Papel, Efigênia Rolim. Conhecida no meio artístico de Curitiba, ela chegou à cidade na década de 70, vinda do interior de Minas Gerais, para tentar a sorte. No começo, a vida foi dura catando papel pela cidade: viveu nas ruas, passou fome. O marido estava doente e ainda havia nove filhos para criar.
Até que um dia achou uma esmeralda na rua. Era um papel de bala de hortelã e, então, ela teve uma idéia brilhante: catar os papéis de bala que as crianças jogavam no chão. A força da embalagem industrial serviu de botão, fitas e fantasias.
Com isso ficou famosa. Fez fantasias, montou bichinhos, chapéus, deu aulas de roupas de Carnaval e, hoje, vende suas obras na Feira de Artesanato do Largo da Ordem, em Curitiba.
Além de ser artista, Efigênia tem outro dom: o de contar histórias. As crianças se aproximam naturalmente e se envolvem com as histórias inventadas na hora. Efigênia é repentista, música e poeta. Atualmente, trabalha para a Prefeitura de Curitiba, dando oficinas de arte.Arquivo FolhaEfigênia ensina reciclagem de material para criançasElisa Marilia Carneiro





