Antônio Mariano Júnior
As fotos foram tiradas nas ruas da cidade de São Paulo e também em alguns asilos do norte do Paraná. Todas em preto-e-branco. A intenção, sobretudo, é mostrar as cores do descaso com que a sociedade trata seus idosos. No entanto, por mais ingrata que seja a situação, é possível se observar um pouco de lirismo na maioria das fotos que compõe a exposição ‘‘Faces do Tempo’’, do fotógrafo Sérgio Reghin Ranalli, que abre hoje, na Biblioteca Pública de Londrina. A mostra permanece até dia 8 de julho.
Ao todo estarão sendo expostas 34 fotografias. Dentro de quinze dias, todo o material será substituído. Apenas duas, por serem significativas, na visão do fotógrafo, vão permanecer - uma tirada na escadaria da Rua Cardeal Arcoverde, em São Paulo, em que dois idosos praticamente desaparecem em meio às grafitagens; e a outra de um senhor que mora no asilo de Cornélio Procópio.
A idéia de mostrar uma visão particular sobre o descaso com os idosos começou a rondar a cabeça de Sérgio Ranalli em 97. De lá para cá, ele tirou cerca de mil fotos de velhos e velhas nas mais diferentes situações. A exposição foi inaugurada oficialmente em março deste ano, na agência do Banco Banestado, em Cornélio Procópio. O próximo passo é levá-la, depois de Londrina, para São Paulo.
Paulistano de nascimento, Sérgio Ranalli tem 19 anos e é fotógrafo há três. É autodidata. ‘‘A fotografia foi a melhor forma que encontrei para me expressar’’- afirma. ‘‘Faces do Tempo’’ é seu primeiro trabalho profissional.
•Faces do Tempo, exposição do fotógrafo Sérgio Reghin Ranalli. A partir desta quinta-feira até dia 8 de julho, no segundo andar da Biblioteca Pública de Londrina (Rua Rio de Janeiro, 413). Horário de visitação, das 8 às 20 horas.

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