Quem está acostumado ao rock’n roll do Blindagem, poderá estranhar. Ao invés de baixo, bateria e guitarra, eles poderão ser vistos agora tocando violão, banjo e violinos. Sem negar a sua origem, 17 anos após o lançamento do primeiro disco do grupo, que era inteiramente ‘‘country’’, a banda está prestes a lançar um novo trabalho do gênero, que deverá se chamar ‘‘Country’n Roll’’.
Eles foram chamados de ‘‘caipiras do asfalto’’, nos anos 80. Depois disto, trilharam pelos caminhos do rock e do hard rock. Hoje, aproveitando a onda country que está invadindo o país, eles estão relançando o primeiro disco (‘‘Blindagem - Até Mais Verde’’) e preparando um novo CD com composições inéditas, que será gravado em agosto. ‘‘Estamos fazendo um country com batidas de rock’’, explica o baixista Paulo Juk.
Ele lembra o primeiro disco, lançado em 1982 e que teve fortes influências do poeta Paulo Leminski. ‘‘Nossas baladas tinham um timbre diferente’’, comenta. O músico afirma que o Blindagem sempre teve uma forma inédita de interpretar o sertanejo. Para quem não sabe, ele explica que não há diferença entre os estilos country e sertanejo. ‘‘Elas diferem apenas em suas origens’’, conta.
Apesar dos músicos do Blindagem terem uma formação totalmente influenciada pelo rock, eles se consideram divididos entre os dois estilos. ‘‘Nunca seremos totalmente country ou totalmente roqueiros’’, resume.
Juk explica, entretanto, que a nova fase do Blindagem está inteiramente baseada em pesquisas e que a banda tem testado a reação do público em suas apresentações. ‘‘No show de aniversário de Curitiba, por exemplo, que aconteceu na Pedreira Paulo Leminski, tocamos um pouco de country e a receptividade foi excelente’’, lembra.
No dia 23 de junho, o Blindagem fará um grande show no Guairão, nos moldes do que comemorou os 20 anos da banda no ano passado, onde também prometem dar uma ‘‘canja sertaneja’’.
Apesar do estilo country sempre ter vendido bem no Brasil, Juk comenta que a música é cíclica e que o momento agora é realmente do country. O estilo sertanejo estaria substituindo o modismo de axé e pagode. ‘‘A tendência é de que agora estes ritmos caiam’’, comenta. (S.M.)

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