A ambiguidade do corpo humano é retratada pela artista plástica Elisa Gunzi, com obras sobre papel e molduras e caixas de ferro e acrílico. A exposição está montada no Solar do Barão e permanece até o dia 31 de janeiro de 1999.
Usando técnica mista - óleo e cera de abelha - sobre papel, o trabalho de Elisa tem duas partes bem definidas. ‘‘Na primeira, procuro espaços que remetem a uma reflexão mais profunda sobre os estados internos. Depois uso o corpo num estado sutil, leve, caracterizando a introspecção’’, define.
Segundo a artista, que além de ter estudado na Embap, é psicóloga, o dois estágios que definem o corpo são importantes para o crescimento individual. ‘‘Na verdade busco representar o que não pode ser falado. Seria o que sente a alma, a dor, além do corpo físico.’’
Para explicar melhor a sua arte, Elisa usa as palavras do filósofo Deleuze ‘‘não é o corpo que realiza, mas é no corpo que algo se realiza, que se torna real ou substancial.’’
Kraw PenasTendo como referência a ambiguidade, a exposição retrata sentimentos e conflitos inerentes ao ser humanoAs pinturas da primeira fase receberam molduras de ferro, numa alusão à sentimentos mais profundos, de conflito e questionamentos. ‘‘Trabalho com as formas de fetos e úteros, com a dor e a mudança, sem definir em que lugar do corpo mas que remetem a uma falta.’’
Dentro de caixas de acrílico, as telas da segunda fase, têm a intenção é dar impressão de leveza de equilíbrio. As cores usadas por Elisa são as orgânicas (de pele, de carne) e o estilo é o figurativo.
• Exposição da artista plástica Elisa Gunzi,no Solar do Barão (Rua Carlos Cavalcanti, 533), em Curitiba. Aberta à visitação até 31 de janeiro.Kraw PenasEliza Gunzi: ‘‘Na verdade, busco representar o que não pode ser falado’’Elisa Marilia Carneiro

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