Mesmo no período que ficou afastada da televisão e, mais especificamente, das dramaturgias, em 1995, Betty Faria não parou de trabalhar. Pouco tempo depois que acabaram as gravações da novela ‘‘A Idade da Loba’’, exibida na Band, a atriz viajou pelo Brasil com a peça ‘‘A Camaleoa’’, na qual ela interpretava nove personagens, sozinha em cena. ‘‘Cada noite em que pisava no palco me dava a maior paúra’’ - lembra a atriz
E assim que acabou a temporada, a atriz decidiu viajar para Nova York e se divertir na companhia do filho mais novo, João, de 21 anos. Mesmo de férias, ela não se esqueceu do trabalho e trouxe na bagagem o texto de ‘‘Casos de Vida e Morte’’, uma peça com esquetes de David Mammet e Woody Allen que assistiu nos Estados Unidos e que pretende montar no Brasil. ‘‘É uma tragicomédia que fala sobre temas existencialistas’’ - conta Betty.
Além dos planos teatrais, Betty aguarda ansiosamente a estréia do filme ‘‘For All - Trampolim da Vitória’’, onde contracena com José Wilker, com quem também trabalhou em ‘‘Bye Bye Brasil’’, de Cacá Diegues. ‘‘Outro dia bati nas costas do Wilker e disse que ele era um carma na minha vida’’ - diverte-se a atriz. Dirigido por Buza Ferraz e Luis Carlos Lacerda, ‘‘For All’’ foi rodado no ano passado em Natal, no Rio Grande do Norte. O filme marca ainda o retorno de Betty ao cinema nacional após quatro anos, quando participou de ‘‘Perfume de Gardênia’’, de Guilherme de Almeida Prado.
Em plena forma Mente sã e corpo são. Esta é a filosofia de Betty Faria para se manter sempre saudável e em forma. Com a disciplina adquirida dos tempos em que atuava como bailarina, a atriz sua a camisa para valer. Ela até construiu uma pequena sala na cobertura em que mora, no Leblon, para praticar musculação e queimar calorias pedalando numa bicicleta ergométrica. Como se não bastasse, ela ainda teve de contratar uma personal trainer .
A nova professora substituiu o antigo professor de Betty, que abandonou a pupila no meio de uma viagem. Aconteceu recentemente quando a atriz resolveu levar o antigo professor para uma excursão pelo País, com a justificativa de se exercitar em todas as cidades nas quais atuou com o espetáculo ‘‘A Camaleoa’’. ‘‘Ele acabou gostando dessa vida e trocou a Educação Física pelo Teatro’’ - conforma-se a atriz. No entanto, mesmo fazendo questão de manter-se em forma, Betty não admite que a indiquem como exemplo de bom comportamento. ‘‘Não deixo de fumar e nem de tomar os meus saquês e vinhos’’ - afirma.
Há alguns anos, a atriz também tornou-se uma praticante fervorosa da filosofia budista, onde, segundo ela, aprendeu a se harmonizar. ‘‘Aprendi a ser mais benevolente até na minha profissão’’ - revela Betty. A atriz começou a se voltar mais para a religião depois que teve uma experiência desagradável. Aconteceu quando ela se preparava para viver a famosa bandida ‘‘Lili Carabina’’, do filme de Lui Farias. Ela foi vítima de um assalto que a impressionou bastante. ‘‘O astral estava meio pesado’’ - conclui a supersticiosa Betty.

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