DivulgaçãoCorcunda da TNT: conflito entre carne e espíritoLançado há alguns dias, não é ruim este recente telefilme em co-produção tcheco-húngaro-norte-americana dirigida por Peter Medak. Enquanto a improvável Salma Hayek faz de tudo para tirar o charme da cartola e tornar-se uma nova Jane Russell, o que parece impossível apesar de seus esforços como a dançarina cigana Esmeralda, Richard Harris luta com unhas, dentes, punhais e silício para exorcizar os demônios da luxúria que assolam a clausura do arcebispo Frollo. Como a história já é velha conhecida da maioria, o roteiro se debruça mais inquisitorialmente sobre o eterno conflito entre carne e espírito. E também investiga a intolerância imobilista do clero em relação às idéias emergentes de um mundo moderno, que então tentavam arrrombar as portas da entrevada Idade Média. Neste sentido, há pelo menos duas sequências de grande força dramática conduzidas por Harris. Enquanto isso, no ponto mais alto do campanário, Quasímodo (Mandy Patinkin) carrega o tormento de um homem desfigurado pela dor do amor impossível.

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