O começo do fim em 'Amanhecer'
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Flavia Guerra <br> Agência Estado 
Los Angeles - A saga finalmente termina. Depois de ''Crepúsculo'', ''Lua Nova'' e ''Eclipse'', não só a franchising (ou 'série', como Robert Pattinson gosta de chamar) chega a seu ''Amanhecer'' como também os adolescentes mais sedutores dos últimos anos chegam a seu despertar para a vida adulta. A primeira parte do filme estreia hoje em pelo menos 1.100 salas no Brasil, batendo o recorde anterior, de ''Rio'' (1.024 salas).
Aviso aos maiores de 20 anos (cronológica e mentalmente): ''Crepúsculo'' é fenômeno dos mais simbólicos dos últimos anos. Os livros que deram origem à série venderam mais de 120 milhões de cópias, em 37 idiomas de dezenas de países e transformaram sua autora, a norte-americana Stephenie Meyer, na 49 pessoa mais influente do mundo segundo a Forbes.
Por que uma saga romântica e nada lasciva (como costumam ser as tramas vampirescas) sobre uma garota virgem que se apaixona por um vampiro adolescente (para sempre), que se recusa a transar com ela antes de casar (coisa mais século 19) e praticamente vegan (só bebe sangue 'limpinho' de animais) se tornou fenômeno quase sobrenatural dos cinemas?
Boa pergunta. Não há como comparar séries como ''Harry Potter'' ou ''Senhor dos Anéis'' à saga ''Crepúsculo''. Mais que a jornada do herói (neste caso, um herói púbere) em busca de seu destino, no 'épico em capítulos' escrito por Stephenie, a jornada de Bella (Kristen Stewart), Jacob Black (Taylor Lautner) e Edward (Robert Pattinson) é também sobre como descobrir e lidar com seus desejos, instintos, desafios, medos e, claro, a descoberta do amor.
Ora, já não há milhares de histórias escritas sobre isso no mundo? ''Claro que há, mas o fato é que nos dias de hoje, quando o romantismo parece ter morrido, Ed é o símbolo do homem romântico que, no fundo, a gente adora'', explicou, e pulou, uma animada fã que fazia plantão em frente ao hotel Four Seasons em Los Angeles onde a trupe do filme se hospedava durante o lançamento mundial do filme, no início do mês.
O filme que estreia na sexta é o primeiro capítulo do fim. Dividido em dois episódios, ''Amanhecer'' traz a parte 1 quase como um ''filme família'', como bem definiu o diretor Bill Condon à reportagem. ''Não foi por acaso que me chamaram. E também não foi por acaso que filmamos cenas no Brasil. O País está no livro, mas, ao mesmo tempo, é um do lugares mais improváveis para se pensar em vampiros em lua de mel. E é lá, em um país tão famoso por sua espontaneidade, que Ed e Bella finalmente puderam ser quem eles sempre quiseram ser.''


