O mundo de Rex tem cores, muitas cores. Herança oriental, diz ele.‘‘Japonês gosta muito do colorido. Meu pai tinha um Corcel amarelo’’, conta. Hoje as cores vibrantes dão o tom do cotidiano de Flávio Rex, determinam o seu trabalho. ‘‘O Mundo de Rex’’, com todo o seu colorido, está de portas abertas na exposição que será aberta hoje na sala Celso Garcia Cid, no Cine-Teatro Ouro Verde.
Flávio Rex é jornalista. Sua incursão pelas artes plásticas aconteceu por acaso. Estava trabalhando na produção do Festival Internacional de Londrina - Filo, no ano passado, e nos intervalos decidiu pintar. As imagens são o centro de suas obras.
‘‘Quem pode sobreviver à imagem? O que fica no olhar e nos faz pensar num mundo maravilhoso, lindo e perfeito? Imagens... O que nos dói e nos plasma sensações e devaneios tão puros que nos obriga a abstrair o real e nos força a criar? O ato de criação, a grande explosão que nos divide em um caleidoscópio de possibilidades e cria mundos tão distintos e com uma gama de formas, traços e linhas. Bem-vindos ao meu mundo. O Mundo de Rex.’’
Neste mundo o que não falta são ‘‘cores, muitas cores...Coisinhas bonitinhas que saem da minha própria cabeça e que consigo solidificar num espaço de papel...’’
Estas ‘‘coisinhas bonitinhas’’ a que Rex se refere, são imagens que ele considera belas. Imagens que o atraem de alguma forma, por algum motivo, ou como ele mesmo diz são: ‘‘habitantes rexonianos que povoam meus sonhos e meus mundos e que às vezes se parecem comigo’’.
Com xerox e pintura Flávio Rex dá forma ao seu trabalho que tem como base a fotografia. Ele utiliza fotos dele mesmo, algumas de jornais e revistas, tira xerox e interfere nestas imagens utilizando colagens e pintura - tinta guache, tinta de tecido, giz de cera, canetas hidrocor, cola plástica, errorex, ou qualquer coisa que dê para pintar.
O trabalho é finalizado utilizando o recurso do xerox colorido, que serve como um homogeneizador. São 10 trabalhos expostos que saíram diretamente do banheiro, da sala, do quarto, de Rex. ‘‘Minha casa ficou vazia.’’

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