O CIRCO DE
CARA NOVA
Grupos franceses mostram a nova arte circense em espetáculos que acontecem hoje no Alternativo I
Da Redação
DivulgaçãoA Cie Les Apostrophés mostra o jogo do malabarismo numa nova perspectiva que utiliza os aspectos visuais e sonorosDança, música e malabarismo são os ingredientes dos espetáculos que as companhias francesas Cie. Les Apostrophés e Cie. Non Nova apresentam hoje e amanhã no Festival Internacional de Londrina (Filo). Trata-se de uma nova perspectiva da arte circense, onde a música cria contraste e complementa o jogo de malabarismo disposto no espaço. A primeira apresentação começa às 22 horas, no Alternativo I (a outra acontece logo em seguida).
No espetáculo ‘‘A Corps’’, com 60 minutos de duração, dois personagens buscam o autoconhecimento, traduzindo a plenitude de suas vidas. Dentro dessa reflexão, o público se torna espectador de um mundo dividido entre dois universos: o sonoro e o visual.
‘‘A Corps’’ foi criado pelo malabarista Martin Schwietzke e pelo músico Jérôme Tchouhadjan, e a estréia aconteceu em 1997. Nesta montagem, Martin Schwietzke mostra suas habilidades com a pelotica (bola), enquanto enfrenta tediosas tarefas cotidianas com a ajuda da poesia e da ilusão. Há ainda a música. A trilha sonora de Jérôme Tchouhadjan é executada ao vivo. Os ruídos e sons entrecortados e desconexos dão um clima de estranhamento à cena.
A outra montagem, ‘‘Le Grain’’, trata da solidão. Em 30 minutos, os atores trabalham novas formas da arte circense, aliando movimento e música em um roteiro com improvisações. ‘‘Le Grain’’ convida o público a ter novas visões sobre o tema e a arte do malabarismo. E além de questionar a arte, homenageia a vida: pessoas comuns são a fonte de inspiração.
Segundo Philippe Ménard, se o malabarista, dentro da sua coreografia, é uma alquimia da performance e da destreza, o rigor e a precisão são sua inefável razão. ‘‘Durante um número de malabarismo, não temos o direito de errar: o espectador é testemunha’’, diz.

- ‘‘Le Grain’’, com a Cie. Non Nova. Direção artística: Philippe Ménard. Coreografia: Vincent Lorimy e Philippe Ménard. Criação musical: Guillaume Hazebrouck. Iluminação: Bruno Mazzochi. ‘‘A Corps’’, com a Cie. Les Apostrophés. Concepção e direção artística: Martin Schwietzke. Criação musical: Jérôme Tchouhadjian. Figurinos, máscaras e acessórios: Emmanuelle Grobet. Iluminação: Joille Payet. Direção geral: Bertrand Poggioli. Coreografia: Marlene Koff e Martin Schwietzke. Hoje e amanhã, às 22 horas, no Alternativo I (Rua Quintino Bocaiúva esquina com Benjamin Constant). Ingressos a R$ 10,00 (estudantes, idosos e funcionários da Universidade Estadual de Londrina pagam meia).

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