O circo chegou!
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 09 de outubro de 1998
Elisa Marilia Carneiro 
Eles carregam sua própria lona, não trabalham com animais, fazem malabarismos, acrobacias e utilizam esquetes teatrais para retratar sentimentos como o amor, o poder e a solidão. Respeitável público, Voilà! le Que-Cir-Que! O circo francês de vanguarda apresenta-se pela primeira vez em Curitiba numa temporada que se inicia hoje, às 20h30.
DivulgaçãoO grupo arma sua tenda no Passeio Público, onde faz shows hoje, amanhã e de 15 a 19 de outubro. O espetáculo que está na cidade já passou por mais de 20 países, entre eles Austrália, China, Alemanha, França, Espanha e Chile, em quatro anos de turnê.
O Que-Cir-Que é um circo, mas um circo diferente, que usa a acrobacia e o contorcionismo como meras ferramentas para representar a simplicidade humana. O trio francês, formado por Emmanuelle Jacqueline, Hyacinte Reich e Jean-Paul Lafevre, mostra um impressionante trabalho corporal, técnica circense e domínio de instrumentos expressivos, conjugando proeza física e poesia.
DivulgaçãoO show não tem nem começo nem fim. Não há história, mas a relação entre as pessoas, tanto atores como público, explica Hyacinte. Ele conta que cada pessoa reage de uma forma diferente, uma vez que cada um tem também sua própria história. Por conta disso, a cada apresentação o show é diferente.
Os atores narram com sensibilidade e humor, uma história feita de paixões humanas. Experimentam objetos, como bicicletas, círculos de metal, cordas e até cigarros, que fazem parte do espetáculo. Montamos um roteiro, mas não o seguimos, apenas o público nos guia durante o show, desafia.
DivulgaçãoSem pretensão de significados, mas reduzidos à essência da simplicidade humana, os atores dizem que a única decoração da tenda é o próprio público. E instigam: o espetáculo é uma hora e meia de vida.
Utilizar o corpo como ferramenta máxima de expressão é a base do trabalho do Que-Cir-Que. O grupo francês já se apresentou em outras cidades do Brasil com sucesso. Antes de chegar a Curitiba, passou por Belo Horizonte, São Paulo e Rio Grande do Sul, entre outras cidades. Ano passado, participou do Festival Internacional de Londrina.


