O Cinema Novo em cartaz
Em cartaz, o Cinema Novo. Quem se entusiasmou com Central do Brasil, tem a chance de tirar o atraso em relação às obras-primas do cinema brasileiro. Começa hoje na sala do Centro Acadêmico Frei Caneca, do curso de Comunicação Social da Universidade Estadual de Londrina (UEL), um ciclo de vídeos dedicado ao mais polêmico movimento cinematográfico já surgido no País.
Tão polêmico que até hoje rende controvérsias. A revista Veja da semana passada, por exemplo, exumou o cadáver trazendo uma entrevista com um pesquisador que garante que a propalada repercussão obtida pelo Cinema Novo na Europa nos anos 60 foi uma invenção de críticos franceses e jamais passou do circuito alternativo de festivais e cineclubes.
Sem querer entrar na querela, convém assistir aos filmes antes de emitir qualquer comentário. A programação dos vídeos começa hoje com Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos, e prossegue até o final do mês sempre às sextas-feiras às 16h30. A seleção, bastante criteriosa, inclui Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, no dia 14; Os Cafajestes, de Ruy Guerra, no dia 21; e Terra em Transe, de Glauber Rocha, no dia 28.
O filme escolhido para abrir a mostra é emblemático do movimento, transportando para a tela a realidade miserável do nordeste brasileiro. Nelson Pereira dos Santos o rodou em 1963, adaptando o romance homônimo de Graciliano Ramos. Após a exibição, haverá um debate com a professora Neusa Ciciliato, do Departamento de Letras, da UEL. A sala do Centro Acadêmico fica no CECA. A entrada é franca.





