ReproduçãoO leilão das roupas de Lady Di foi um dos mais badalados dos últimos temposAinda se fazem leilões como antigamente, até pela tevê. Mas o exotismo tem marcado os anos 90, junto com um certo charme. O charme fica por conta de eventos como o leilão dos 80 vestidos da princesa Diana, realizado na última semana de junho e que rendeu algo em torno de seis milhões de dólares, ou do vestido de noite usado pela atriz Marilyn Monroe no filme ‘‘Como Agarrar um Milionário’’, arrematado por um colecionador europeu. O exotismo é garantido por proezas como a de um colecionador japonês que pagou recentemente 34,5 mil libras (aproximadamente 60 mil reais) por um urso de pelúcia.
No leilão da Christie’s, em Nova York, a colunista social brasileira Hildegard Angel arrematou pelo telefone, de seu apartamento em Copacabana, no Rio, o vestido usado por Lady Di numa recepção no Palácio de Buckingham, em 1990. O valor: 45 mil dólares. O vestido, assinado por Catherine Walker, irá para o Museu Zuzu Angel de Moda, criado em homenagem à mãe da estilista, e só pôde ser comprado graças à ajuda de empresários cariocas e paulistas.
Caríssimos Um colecionador europeu, não identificado por uma casa de leilões de Los Angeles, pagou um pouco mais - 57.500 dólares - pelo vestido de Marilyn Monroe. E o colecionador japonês Yoshiro Sekiguchi, 51 anos, pagou seis vezes mais que o esperado pela Christie’s, de Londres, por um ursinho Teddy, personagem de vários livros e de uma série de tevê da BBC. Sekiguchi é dono de uma fábrica de brinquedos e de um museu de ursos de pelúcia em seu país. Se o preço pode ser considerado alto, que dizer então de outro ursinho, o alemão Steiff, de 1904, que ele comprou em 1994 por 184 mil dólares?
E o que leva uma pessoa a gastar tanto dinheiro em negócios como esses? Para o leiloeiro David Redden, da Sotheby’s de Nova York, os colecionadores são uma espécie de exploradores, no bom sentido, são pessoas cuja curiosidade vai além do normal e ‘‘dá origem à busca de qualquer coisa’’. Até mesmo de objetos tidos como ‘‘extraterrestres’’ originários do programa espacial da antiga União Soviética, arrematados por colecionadores em Nova York.
Na maioria dos casos, os objetos leiloados despertam interesse mais por causa de seus antigos donos do que pelo valor em si. Fãs do cinema, por exemplo, fazem loucuras para adquirir algo que pertenceu a seus ídolos, a ponto de uma estatueta do Oscar conquistado pela atriz Vivian Leigh por ‘‘...E o Vento Levou’’ ter sido vendida pela bagatela de 563.500 dólares. Quase o dobro do que um colecionador pagou em 1986 pelo carro Aston Martin usado por James Bond no filme ‘‘Goldfinger Contra 007’’.

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