Está aí a partir de hoje para quem quiser, nas telas brasileiras, ''A Nova Cinderela'', aquele antigo conto de fadas que usurpações diversas foram debilitando e exaurindo ao longo de anos e anos de reiteradas contrafações, e não somente hollywoodianas. O texto clássico do contista Charles Perrault, quem diria, passou a servir hoje em dia de mero pretexto para grosseiras adaptações travestidas de modernidade, via de regra consumadas em filmes de atroz inutilidade.
Sam (Hilary Duff) é a enteada-escrava da perversa, intolerável Fiona (Jennifer Coolidge), madrasta da descontrolada era Botox. Em território de San Fernando Valley, Los Angeles, ela inferniza a vida da garota - entre outras iniquidades, a megera intercepta a carta que abre as portas da Universidade de Princeton para a tal ''nova Cinderela''. Entrar para a faculdade chic é seu segundo maior desejo, claro, depois de encontrar o Príncipe Encantado, aqui o guapo Ames (Chad Michael Murray, ídolo da platéia teen). O toque mais explícito de modernidade é a substituição do tradicional sapatinho de cristal por um telefone celular - e olha que aqui nem são italianos, os campeões mundias de consumo da engenhosa falante.
Para piorar as coisas, o filme dirigido pelo televisivo Mark Rosman comete o pior dos pecados, neste caso: se leva a sério. E contra isso não há benevolência que resista.(C.E.L.J.)

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