O CD faixa a faixa
Acompanhe faixa a faixa o disco do grupo Viola Quebrada, segundo informações de Oswaldo Rios:
Viola Quebrada, de Mário de Andrade. O autor preferia não revelar sua autoria, para que a música fosse aos poucos sendo incorporada ao cancioneiro folclórico. Villa-Lobos e Camargo Guarnieri dedicaram-lhe ricas harmonizações, mas no disco o arranjo baseia-se na harmonização para viola caipira de Roberto Corrêa.
Meu Céu, de Xavantinho e Zé Mulato. Última gravação da dupla Pena Branca e Xavantinho; com arranjo do grupo Viola Quebrada para violão e viola caipira.
Curraleira, de Osmar da Costa Vale e Doquinha. Curraleira é um sapateado da região do entorno do Distrito Federal (Minas/Goiás). Embora alguns dicionários de folclore citem sua extinção, Roberto Corrêa o resgatou direto na fonte.
Flor do Cafezal, de Luiz Carlos Paraná. Cascatinha e Inhana transformaram esta música numa das mais conhecidas do seu repertório. (Uma curiosidade: o compositor é o mesmo de ‘‘Maria, Carnaval e Cinzas’’, premiada no Festival de Música Popular Brasileira, da TV Record, defendida por Roberto Carlos, em 1967).
Caçador, de Tião Carreiro e Carreirinho. Este cururu foi composto pela dupla antes de Tião Carreiro juntar-se a Pardinho. O arranjo é praticamente o mesmo de Tião, exímio violeiro. Talvez o maior que a música caipira já teve.
Moda da Pinga, de Ochelcis Laureano. Clássico na voz de Inezita Barroso, aqui apresentado com dois ritmos caipiras: o da moda de viola, onde as vozes são acompanhadas somente da viola que ponteia, e do batidão, ritmo mais movimentado. Aqui entra em cena a sanfona.
Meu Primeiro Amor, de H. Gimenez, Zé Fortuna e Pinheirinho Jr. Guarânia que ficou com a marca registrada de Cascatinha e Inhana. Nesta versão ganha participação do grupo Terra Sonora.
Cana Verde, exemplar do fandango paranaense, é uma canção de domínio público. Arranjo feito por Rogério Gulin.
Moreninha Linda, de Tonico, Priminho e Maninho. A dupla Priminho e Maninho gravou um disco com modinhas típicas do interior. Tonico (da dupla Tonico e Tinoco) pegou uma delas, ‘‘Vida sem Amor’’, mudou a letra e transformou-a num arrasta-pé. Saiu em disco em 1961, com o nome de ‘‘Moreninha Linda’’, e foi um de seus maiores sucessos.
Pedaços da Minha Terra, de Raul Torres. Cateretê.
Empreitada Perigosa, de Moacir dos Santos e Jacozinho. Pagode, ritmo criado e desenvolvido por Tião Carreiro, dificílimo de ser tocado. Roberto Corrêa fez o arranjo e toca as violas.
As Mocinhas do Sertão, de Nhô Belarmino. Este xote é uma variação de ‘‘As Mocinhas da Cidade’’ que o autor fez para tocar no interior.
Gabriel, de Rogério Gulin. Tema instrumental dedicado ao filho Gabriel, que no disco participa com falas e risos. (Z.C.L.)

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