O caminho das uvas
Nos dias de hoje podemos entrar em qualquer mercado, escolher uma garrafa de vinho e levá-la para casa, abri-la e embriagar-se do sentido das uvas. Uma embriaguês que possui raízes num passado cultural que se perde no tempo. O vinho, ao lado da cerveja, é a bebida fermentada mais antiga que existe. Calcula-se que ele surgiu há mais de sete mil anos e várias civilizações o utilizaram. Traz dentro de si toda a história alimentar e etílica da cultura ocidental.
O jornalista inglês Hugh Johnson, no livro A História do Vinho lançado pela Editora Companhia das Letras, percorre a trajetória desta bebida que atravessou milênios delineando a cultura ocidental ou sendo delineada por ela. Sua especial importância dentro da cultura ocidental, num pequeno vislumbre de Hugh Johnson, está em seu efeito: Em parte porque durante muito tempo, ao longo de sua história e da história da humanidade, foi a única fonte de conforto e coragem, o único remédio e anti-séptico, o único meio de que o homem dispunha para recuperar o ânimo e superar o cansaço e a tristeza. Durante milênios ele foi o principal luxo da espécie humana.ReproduçãoA história do vinho, bebida que surgiu há pelo menos 7 mil anos, passa pelo glamour e ganha até caráter divinoMarcos Losnak
Especial para a Folha2





