Fim do suspense: o Cabaré vai acontecer. A concorrida atividade cênico-musical do Filo vai se instalar, entre os dias 28 e 31 de maio, nas dependências interna e externa do hangar do Aeroclube de Londrina. Para que a grade de programação artística pudesse ser fechada foi preciso a confirmação do patrocínio da Eletrobrás motivo pelo qual a organização do Festival Internacional de Londrina chegou até mesmo pensar em cancelar o Cabaré, o que seria uma judiação. Mesmo assim, a versão 2003 será compacta. ''Tivemos que reduzir os custos para viabilizar o Cabaré sem descaracterizá-lo'', disse Fernando Jacon, diretor técnico do Filo sem, no entanto, citar cifras.
O pop e o rock vão imperar. Como nas edições anteriores, caberá a artistas londrinenses dar continuidade à noitada musical depois das atrações principais. Quem abre a programação é a banda carioca Pedro Luís e a Parede, no dia 28, uma quarta-feira, que vem a Londrina pela primeira vez mostrar o trabalho em que o pop se alinhava com a batucada brasileira e suas vertantes samba e xote, por exemplo. Em seguida, sobe ao palco a cantora Gisele Almeida, dona de uma performance arrasadora em cena, acompanhada de sua banda.
A nova revelação do soul music do Brasil, Paula Lima, foi escalada para o dia 29, no show calcado no disco ''É Isso Aí'' promessa de muita dança e muito suingue. Em seguida é a vez da banda de indie rock Mudcracks, da terrinha, mostrar seu valor. No dia seguinte os refletores vão iluminar a Companya Elèctrica Dharma, da Espanha, única atração internacional que vem apresentar o entrelaçamento de rock com melodias e sons do folclore catalão e mediterrâneo. Na sequência, o metal pesado do Subtera e as pick-ups do Dj Adriano Duim.
Para animar os embalos de sábado à noite, dia 31, último dia do Cabaré, o pessoal do Nação Zumbi, expoente máximo do mangue beat. Para fechar a maratona musical, o punk rock representado pela banda londrinense The®MDNM¯ Cherry Bomb, seguido pelo DJ Vitronyk. ''É uma programação homogênea porque todos os artistas, inclusive os de Londrina, têm trabalhos bem estruturados'', analisa Fernando Jacon.
Ele evita comentar outros nomes de expressão nacional que até poderiam estar no Cabaré 2003 não fosse necessária a redução de custo. Abre exceção apenas para um: o nobre Paulinho da Viola. ''Tinha sonho em trazê-lo. Não que seja um cachê absurdo mesmo porque ele merece muito mais do que pede. Só que a gente não poderia dar esse passo neste ano'', diz resignado. ''Mas que vem são todos bons e têm uma carreira em ascensão'', complementa.
Se a programação musical encolheu, houve necessidade também de repensar as instalações cenográficas do Cabaré. Ainda não está bem definida a maneira como o espaço interno do Hangar do Aeroclube será ocupado apenas o palco, medindo 15 x 9 metros e com área de atuação em torno de 9 x 9 metros. Na parte externa, jardim com bancos (como nas praças tradicionais e onde também ocorre o footing), além de tendas.
Uma coisa é certa: não haverá o impacto visual de outrora, mas o ambiente será bem utilizado. A montagem do Cabaré deve começar na próxima segunda-feira. A organização do Filo pretende trabalhar com um público estimado entre 1,5 e 2 mil pessoas por noite.
SERVIÇO
Os ingressos para os shows do Cabaré 2003 serão vendidos a partir da próxima sexta-feira, dia 23, na Central de Ingressos do Filo (Shopping Royal Plaza, 2º piso, das 10h às 20h). Preços a R$ 10,00, o mesmo praticado em espetáculos realizados em salas fechadas. Não haverá reserva de ingressos.

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