O Brasil se prepara para ter sua maior temporada de cruzeiros marítimos, desde que o navio Anna Nery, em 1963, passou a percorrer nossa costa. Entre dezembro de 2000 e março de 2001, estão contabilizadas 54 viagens de navios da companhias Costa, Royal Caribbean e MSC por águas brasileiras.
Segundo Aldo Leone Filhe, vice-presidente da operadora Agaxtur – a maior operadora de cruzeiros marítimos do Brasil – o número equivale a aproximadamente 40 mil passageiros e representa um aumento da ordem de 60% na oferta de cruzeiros marítimos em relação à temprada anterior.
Atualmente, os turistas vem descobrindo a cada temporada como uma viagem de navio pode ser atraente tanto culturalmente quanto pelo lazer oferecido através de inúmeras atividades a bordo, visita a vários destinos e contato com pessoas de todas as idades. ‘‘Com preços a partir de US$ 730,00 (aproximadamente R$ 1.350,00) por pessoa, em cinco vezes sem juros, pelo período de uma semana, os cruzeiros marítimos apresentam uma excelente relação custo benefício para quem os adquire’’, destaca Leone Filho.
Segundo a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo - Braztoa, os brasileiros adquiriram em 1999, 20.200 passagens em cruzeiros contra 750 mil viagens de turismo. Nos cruzeiros pelas costas da América do Sul foram vendidos 36 mil cruzeiros contra um volume de 1 milhão de viagens. Esses números significam respectivamente 2,68% e 3,6% do total de vendas. Embora o quadro pareça desanimador, é o setor que mais cresce no mundo, o que coloca os negócios de cruzeiros marítimos como um mercado potencial de criação de postos de trabalho e renda, deixando os agentes de viagem de olho nessa fatia de mercado.
De acordo com a Organização Mundial de Turismo-OMT, a indústria de viagem faturou US$ 3,4 trilhões em 1998, o que representa a arrecadação de US$ 802 bilhões em impostos e o emprego para 260 milhões de pessoas.
A participação do Brasil nessa indústria é modesta, com US$ 38 bilhões arrecadados em 1999, US$ 7 milhões em impostos e 5 milhões de pessoas empregadas. Aldo Leone Filho prevê para a próxima temporada de cruzeiros marítimos um faturamento total de R$ 75 milhões, sendo que só a sua empresa, terá uma participação efetiva da ordem de 10% desse valor.

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