TEATRO O BRASIL NUM PICADEIRO Um dos poucos espetáculos infantis do Festival de Curitiba resgata a História do Brasil através do circo DivulgaçãoCena de ‘‘O Picadeiro da História’’: espetáculo estréia hoje no Teatro do Sesc da Esquina Elisa Marilia Carneiro De Curitiba Entre as 71 peças do 9º Festival de Teatro de Curitiba, apenas três são dirigidas ao público infanto-juvenil. Uma delas, ‘‘O Picadeiro da História’’ faz uma passagem pela História do Brasil por intermédio da engrenagem das brincadeiras infantis. A estréia está marcada para hoje, às 16 horas, no Teatro do Sesc da Esquina. As apresentações continuam amanhã, às 15 e 19 horas. As outras são a ‘‘Flauta Mágica’’ e ‘‘Andarilhos do Repente’’. Tendo como inovação a música ao vivo, ‘‘O Picadeiro da História’’ usa apitos, caixinhas de música, cornetas e instrumentos infantis. ‘‘As crianças sobem no palco, pegam os instrumentos. Ficam encantadas’’, comenta o diretor Renato Carrera. Segundo ele, o teatro infantil ainda sofre discriminação nos festivais e fora deles. ‘‘Os organizadores não dão muita importância. É uma pena porque o teatro infantil tem a preciosa função de formar público. Mas felizmente, no Rio de Janeiro, nós estamos garantindo espaços e conquistando o público. Prova disso, é que duas das peças que estão no FTC são do Rio’’, observa. A Companhia Preto no Branco está há dois anos atuando no Rio. Este mês completa um ano de apresentações de ‘‘O Picadeiro da História’’, que já percorreu várias cidades do Brasil. Em São José do Rio Preto (SP), recebeu quatro prêmios: de melhor espetáculo na opinião do júri popular, de melhores atriz e ator, e trilha sonora. Em abril, a companhia começa apresentações em hospitais e escolas do Rio. No enredo do espetáculo, Quebra-queixo, Mariola e Cuscuz estão indo embora porque o dono do circo diz que não tem mais público. Mas os palhaços percebem que ainda tem muita gente querendo assistir ao circo. Então, resolvem fazer mais uma apresentação. Os fatos narrados são os da História do Brasil. As Capitanias Hereditárias viram uma grande gincana; a princesa Isabel é uma patricinha, as marmitas que têm de ser divididas são os salários, e por aí vai. ‘‘A intenção é despertar para uma visão diferente, mais crítica da nossa História’’, acrescenta Carrera. No final, os palhaços alertam para a importância do trabalho, da crítica e da responsabilidade que deve ser dividida. FICHA TÉCNICA Autor: André Brilhante Diretor: Renato Carrera Elenco: André Brilhante, Milena Contrucci Jamel e Warley Goulart