O Brasil no Fefol em Olímpia
No contra-ponto de Barretos está o Festival de Folclore de Olímpia, um evento que resiste à comercialização. O Fefol mantém as mesmas características de sua fundação, há 37 anos, embora venha atraindo um número crescente de visitantes a cada ano.
Idealizado e promovido pelo professor e folclorista José Santanna, falecido no ano passado, o Fefol reúne na pequena cidade entre Barretos e São José do Rio Preto, a 422 quilômetros de São Paulo, tudo o que existe de folclore no Brasil. Os grupos 60 em média chegam aos poucos e são recebidos nas praças, nas escolas, pelas autoridades e famílias locais, que ajudam a alojá-los. São representantes de moçambiques, congadas, batuques fandangos e reisados, que alteram a rotina pacata da cidade, ensaiando seus números pelas ruas e trocando experiências uns com os outros. Atraem o interesse do Brasil todo.
André Nakamura, folclorista e membro da coordenação geral do Festival, explica que em Olímpia, durante o Festival, dá para conhecer um pouco das tradições que deram origem a maior parte das festas que se espalham pelo País. Há representantes de vários tipos de festejos que têm o boi como figura principal, como boi-bumbá, ou boi-de-mamão, de danças típicas de todas as regiões brasileiras. É uma mostra interessante da enorme diversidade e riqueza do folclore nacional, diz.
Para ele, a origem destas festas é incerta. Nasce do cotidiano das comunidades, da necessidade de se divertir, diz. O Fefol este ano acontece de 11 a 18 de agosto e espera receber 60 grupos. Estamos trabalhando para trazer o maior número possível de grupos inéditos este ano, além dos que já fizeram sucesso por aqui, conta.
O Fefol, ao contrário da Festa do Peão de Barretos, não tem patrocínio. Conta apenas com uma verba de apoio repassada pelo Ministério da Cultura. Mas recebe em média 150 mil visitantes e é responsável pela sobrevivência de muitos grupos de folclore no Brasil.
Além das apresentações formais na Praça das Atividades Folclóricas Professor José SantAna, estes grupos organizam pequenas feiras de comidas típicas e de artesanato pelas ruas da cidade. Portanto, quem for para Olímpia durante o Festival não deve esperar grandes acomodações ou conforto o que certamente será recompensado pela riqueza cultural do evento.





