Antes da entrega do Troféu Oscarito MoviStar ao ator Paulo José, foi exibido um vídeo sobre o homenageado. Entre o material, cenas de filmes, fotos resgatando momentos da carreira profissional – como produtor, ator de teatro, cinema, televisão – e depoimentos de diversas personalidades do mundo artístico, principalmente diretores, colegas de profissão e familiares. Em todas as impressões gravadas, as pessoas são unânimes quando falam sobre a generosidade de Paulo José. E isso foi o que ele mais demonstrou.
Primeiro na coletiva interminável marcada pela afetuosa disponibilidade do ator, disposto a ilustrar o momento com muitas e muitas histórias curiosas, engraçadas e reveladoras, forjadas ao longo de uma respeitável lida artística.
E depois à noite, no momento da entrega do prêmio já recebido em edições anteriores do festival por outros notáveis, como Nelson Pereira dos Santos, Grande Otelo, Walter Hugo Khouri. Delicado e modesto, o gaúcho Paulo José, 63 anos, fez de seu agradecimento nova manifestação de generosidade, encantando a platéia com o jeito simples de sempre quando, numa equação mágica e quase imperceptível, minimizou e transferiu todos os méritos a quem com ele tinha trabalhado.
É claro que todos fingiram acreditar que ele não tinha com isso. Sorriram, afáveis. Mas os aplausos calorosos foram somente para esse patrimônio artístico e humano, este eterno e teimoso Macunaíma que sentenciou no palco do Palácio dos Festivais: ‘‘O Brasil faz o melhor cinema brasileiro do mundo’’. (CELJ)

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