O ator George Scott morre aos 71 anos
France Presse
O ator norte-americano George C. Scott, de 71 anos, foi encontrado morto na tarde de quarta-feira em sua residência de Westlake (65 km ao Norte de Los Angeles), segundo confirmou ontem Craig Stevens, juiz adjunto de Ventura.
A emissora NBC havia dado a notícia anteriormente, mas não sabia informar as causas do falecimento.
Indicado quatro vezes e vencedor de um Oscar por seu papel como o lendário general norte-americano da Segunda Guerra Mundial, George Patton, no filme Patton - Rebelde ou Herói?, de 1970, Scott trabalhou durante meio século em Hollywood.
Entre outros filmes, o ator também atuou na famosa paródia sobre a Guerra Fria Doutor Fantástico, rodado em 1964 pelo também falecido Stanley Kubrick.
Desbocado, arrogante, seguro de si, considerado um verdadeiro rebelde, Scott conquistou fama com a prodigiosa composição do carismático general Patton. Mas rejeitou o Oscar pelo papel e não compareceu à cerimônia de entrega dos prêmios, na primeira vez que algo do gênero aconteceu. Sua estatueta se encontra até hoje guardada nos cofres da Academia de Artes Cinematográficas.
Respeitado como ator, mas criticado por seu comportamento briguento (ele quebrou o nariz diversas vezes em brigas de bar), o ator passou a fazer filmes de qualidade irregular e chegou a dirigir alguns, como Selvagem despertar (1974). Interpretou a si mesmo em Rage. Sem conseguir grande sucesso e após o fracasso de outros filmes, sua carreira perdeu o fulgor inicial.
Entre suas últimas aparições na tela, estão Chamas da vingança (1984), O exorcista 3 (1990) e O silêncio dos inocentes (1991).
Scott nasceu em Virginia, cresceu em Detroit e iniciou sua carreira no começo dos anos 50, depois de passar quatro anos servindo à marinha.
Trabalhou em televisão, cinema e teatro e nunca escondeu sua paixão pelos palcos e seu desprezo por Hollywood. Para Scott, os filmes eram apenas uma forma de ganhar dinheiro e uma forma, para ele, considerada bem chata.
Foi casado com Carolyn Hughes, mãe de sua filha Victoria; com a atriz Pat Reed, que lhe deu dois filhos, Matthew e Devon, e com outra atriz, Colleen Dwehurst, mãe de seus outros dois filhos, Alexander e Campbell.
Em 1964, quando foi a Roma viver o papel de Abraão em A Bíblia, apaixonou-se por Ava Gardner, perseguiu-a por toda a Europa e foi rejeitado, o que o fez voltar a tomar bebedeiras homéricas. Colleen Dwehurst voltou a casar-se com ele, mas novamente não deu certo. Scott casou-se então com Trish van Devere, atriz com quem atuou em vários filmes, como O dia do golfinho.
Além de Patton, foi indicado para o Oscar por Anatomia de um crime (1959), Desafio à corrupção(1961) e Hospital (1971).





