O assunto é filosofia
Hoje e amanhã Marilena Chauí, uma das filósofas de maior evidência no País, cumpre atividades em Curitiba em torno de seu livro A Nervura do Real - Imanência e Liberdade em Espinosa.
Além de uma sessão de autógrafos no hall da Secretaria da Cultura, amanhã, às 18h30, ela participa ainda de duas palestras no Teatro da Federação Espírita do Paraná: nesta quarta e quinta-feira, ambas com início às 21 horas. O público interessado em participar das palestras deve se inscrever na Coordenadoria de Ação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura (Rua Ébano Pereira, 240, em Curitiba). Valor da taxa: R$ 3,00.
A conferência desta noite aborda o tema A Nervura do Real - Imanência e Liberdade em Espinosa. Ou seja, a autora vai discorrer sobre a tese do livro - uma longa exposição em que se volta contra a interpretação do pensador que deixou em sua obra a afirmativa de que a natureza é a única regente de tudo que existe no mundo. Para ele mesmo o homem estaria atrelado ao seu destino, ou às leis naturais que manteriam a ordem dessa imensa máquina.
Marilena entende que o homem é dono de sua vida. Ele direciona seus passos para onde bem entender, gerando a partir daí as consequências. É o que diz a tradição judaico-cristã, no princípio do livre arbítrio. Cabe a cada indivíduo a escolha do bem ou do mal. Para a filósofa a imanência de Deus à natureza em nada afeta a existência efetiva dos seres individuais.
Amanhã Marilena Chauí, Plínio Junqueira Smith, Maria Isabel Limongi e Paulo Vieira Neto discutirão sobre o tema Mea Philosophia - Uma Discussão do Tempo de Espinosa. Professora de História da Filosofia e de Filosofia Política, na USP, Marilena é autora de diversos livros como Conformismo e Resistência: A Cultura Popular, Notas para uma Crítica da Razão Integralista e Repressão Sexual, Essa Nossa Desconhecida.Dorico da Silva/Arquivo FolhaEm livro, Marilena Chauí discorda da interpretação de Espinosa segundo a qual a natureza é a regente de tudoZeca Corrêa Leite





