O ano de ouro para as Cluster Sisters
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Marian Trigueiros<br> Reportagem Local 
Definitivamente, 2014 foi o ano da banda londrinense de swing jazz Cluster Sisters. Além de ter participado do programa SuperStar, da rede Globo, ficando entre os top 8, fez apresentações em festivais importantes de jazz do País, retornou ao estúdio para finalizar o CD e teve música incorporada à trilha de uma novela. Fora isso, conquistou ainda mais fãs pelo Brasil e ganhou elogios de artistas renomados. Se foi um ano de muito trabalho e reconhecimento, o próximo ano tende a ser ainda mais intenso nesse sentido. Em meados de fevereiro, o grupo deve lançar seu primeiro disco e tem planos da gravação de um DVD.
"Todos os músicos da banda têm trabalhos paralelos. Mas, decidimos apostar nesse projeto com toda a força. Quando entramos no programa, não pensávamos que ficaríamos tanto tempo, por ser um estilo pouco conhecido no Brasil. Mas a aceitação e repercussão foi tão grande que o resultado não poderia ter sido melhor", conta Gabriela Catai, uma das vocalistas do trio. Já o saxofonista do grupo, Wesley Florencio, confessa que sempre foi otimista. "Se em Londrina já existia muita gente que gosta do nosso trabalho, imaginava que, no programa, mais pessoas iriam apreciar o som diferente."
Não deu outra. Semana após semana, conquistavam ainda mais votos do público e o respeito dos jurados. E, a cada nova apresentação, uma surpresa: encaixe dos timbres das vozes, arranjos requintados, adaptações e muito swing. O figurino impecável do grupo completava o cenário retrô. A participação encerrou-se depois de deixaram para trás 42 bandas quando tocaram Tico Tico no Fubá, de Zequinha de Abreu, em ritmo de jazz. "Em três meses de programa, mudamos totalmente o ritmo de vida. Ponte área e ensaios diários faziam parte da rotina. Tínhamos dois dias para preparar um arranjo nos moldes do programa. Era uma loucura. Isso tudo, porém, nos fez crescer artisticamente", conta Gabriela.
Crescimento que Wesley considera primordial para os próximos passos da banda que não para de fazer shows e que já foi sondada, inclusive, sobre um projeto musical com arranjos orquestrados. "O programa nos trouxe mais credibilidade e visibilidade. Nosso profissionalismo também amadureceu imensamente nesse período. Hoje, temos muito mais responsabilidade em apresentar um trabalho de qualidade porque nossos fãs têm ouvido apurado. Para isso, estamos sempre em busca de coisas novas para criarmos e incorporarmos ao que já produzimos", conta ele, que, ao contrário do que faz na banda de jazz instrumental em que realiza solos, na Cluster Sisters, o saxofone tem que se mostrar como um contracanto.
Conhecidas em Londrina e região, as oportunidades de shows para outros Estados foram o grande destaque em 2014. A banda participou de festivais como a 6ª edição de "Lençóis Jazz e Blues Festival", na cidade de Barreirinhas, no Maranhão, e do "Mississippi Delta Blues Festival", em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.
Além disso, fizeram vários shows em eventos corporativos. "Estamos tendo a chance de levar nosso trabalho para outros lugares e, ainda, trocar experiências com outros grupos. Essa interação é fundamental para o crescimento profissional. Sempre vai ter espaço para melhoria do trabalho", complementa Wesley.


