O escritor Paulo Coelho, que está em Cannes, entra com reservas no mundo do cinema, que conhece pouco e do qual desconfia. Ao rever a promessa que havia feito de que não voltaria a ceder nunca mais os direitos de seus livros para adaptações cinematográficas, Coelho foi seduzido pelo ‘‘belo projeto’’ do ator americano Laurence Fishburne (‘‘Matrix’’, ‘‘Otelo’’), que pretende transformar ‘‘O Alquimista’’ em filme.
  Inicialmente prevista para acontecer durante o Festival de Cannes, a reunião entre o escritor e o ator para acertar os detalhes de sua colaboração foi adiada para o início de junho acontecerá em Paris. A modificação ocorreu por causa dos problemas de agenda dos envolvidos.
  No entanto, Paulo Coelho não quis perder o Festival de Cannes, do qual participa como ‘‘observador atento, e feliz por ver a arte servir de ponte entre diferentes culturindo além das divisões, pois continua existindo um mundo simbólico comum que resiste’’, disse.
  ‘‘Com pesar, vendi os direito meu primeiro livro à Warner. Me senti mal durante algum tempo. Hoje, me sinto realmente entusiasmado, porque encontrei em Fishburne o interlocutor ideal’’, explicou o escritor. ‘‘Já tive um sentimento igual de confiança com (o diretor francês) Claude Lelouch, mas a Warner rejeitou seu nome’’, acrescentou.
  O escritor se mostra reservado a respeito da adaptaçãoo para o cinema de uma obra literária. ‘‘O livro e o filme são dois meios diferentes. Um bom livro não se torna necessariamente um bom filme’’, afirmou
  Porém, o escritor, que já vendeu 50 milhões de livros no mundo, ‘‘só espera ser convencido pelo cinema, como ocorreu com Laurence Fishburne. Apenas um encontro excepcional poderia me convencer’’, acrescentou.
  ‘‘Gostaria de algum dia tentar escrever um roteiro. Acabo de descobrir um mundo que não conheço. Em Cannes, estou aprendendo a visão que os cineastas têm da vida’’, declarou Coelho. Além de sua presença no Festival, Paulo Coelho reservou para Cannes a primeira sessão de autógrafos seu último livro, ‘‘Onze Minutos’’.

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