O adeus de Pena Branca
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
A genuína música caipira está de luto. Pena Branca, nome artístico de José Ramiro Sobrinho, morreu vítima de um infarto na última segunda-feira em São Paulo. Personagem legendário do gênero, ele ficou conhecido formando dupla com Xavantinho (1942-1999), seu irmão e com quem iniciou a carreira cantando em rádios de Uberlândia (MG).
Exemplares do cancioneiro do interior, contrapunham-se ao sertanejo-country que passou a vigorar a partir da década de 90. Mas foi paradoxalmente nessa década, em que foram relegados a um gueto de modesta visibilidade popular, que eles alcançaram prêmios e prestígio. Ao longo do período, gravaram temas de compositores consagrados da MPB como Chico Buarque, Milton Nascimento e Fagner.
E conquistaram três Prêmio Sharp: melhor música com ''Casa de Barro'' (de Xavantinho e Moniz); melhor disco com ''Cantado do Mundo Afora''; e novamente melhor disco com ''Ao Vivo em Tatuí'', gravado com Renato Teixeira e que também abocanhou um troféu da Associação Paulista de Criticos de Arte (APCA).
Foi ainda nessa época que a dupla iniciou suas turnês internacionais pelos Estados Unidos. Com a morte de Xavantinho, Pena Branca continuou em carreira solo. Em 2001, o músico recebeu o Grammy Latino de Melhor Disco Sertanejo com o álbum ''Semente Caipira'', gravado com o grupo Viola de Nóis. O último trabalho de Pena Branca é ''Cantar Caipira'', de 2008.


