O adeus a Mário Lago
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 31 de maio de 2002
Agência Folha 
O corpo do ator e compositor Mário Lago, que morreu no começo da noite de anteontem, aos 90 anos, foi velado no teatro João Caetano, na praça Tiradentes, no centro do Rio. Lago foi enterrado ontem, às 16 horas, no cemitério São João Batista, em Botafogo (zona sul do Rio).
O ator morreu em casa, por volta das 18h30, de falência múltipla dos órgãos, em decorrência de um enfisema pulmonar. Ficou internado de 15 de fevereiro a 12 de março, em razão de um enfisema, no hospital Samaritano, no Rio. Transferido para casa, em Copacabana (zona sul), Lago recebia cuidados médicos e respirava com a ajuda de aparelhos.
Militante político, vinculado durante cerca de 50 anos ao Partido Comunista Brasileiro, Mário Lago foi compositor de sucessos como Ai, Que Saudade da Amélia (1942) e Atire a Primeira Pedra (1944).
Contratado da Globo, sua última atuação foi a participação na novela O Clone, em que repetiu o personagem Dr. Molina, médico que combatia a clonagem e a inseminação artificial, já interpretado na novela Barriga de Aluguel, também de Glória Perez.


