Da Redação
Nuno Ramos começou sua carreira em 1983 e é grandes nomes da arte nacional. A exposição que está em São Paulo, ficou sediada até recentemente no Centro de Arte Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro. A trajetória do artista está condensada nesta individual, que é ampla – os últimos 12 anos de sua criação estão na mostra.
Nuno Ramos estará presente com suas esculturas de mármore, granito, cerâmica de grandes dimensões e preenchidas com vidros soprados, cheios de líquido opaco ou transparente; quadros em relevo com materiais diversos, feitos com tecido, vidro, folhas de plantas, plástico, metais, tinta e resina acumulados sobre madeira. Dependendo da obra, ela pode atingir até 400 quilos.
A ascenção do artista foi fulminante, desde sua primeira individual em 1983, em São Paulo. De lá para cá ele participou da Bienal Internacional de SP em 1985, 1989, 1994, Bienal Brasil Século XX, em 94, Bienal de Veneza, em 95, venceu a Trienal de Nova Déli, em 85.
O massacre ocorrido com os presos do Carandiru, em 94, motivou o artista a criar uma exposição inquietante e visceral sobre o horror que se constituiu o episódio – ‘‘111’’, instalada na Gabinete de Arte Raquel Arnaud, em São Paulo, trazia 111 paralelepípedos de granito besuntados com asfalto, parafina e breu. Cada uma das pedras representava um morto no massacre, e em sua superfície trazia colada uma notícia de jornal estampando o fato.