'Nunca tivemos que nos preocupar em fazer dinheiro'
O Artic Monkeys será uma das principais atrações da edição curitibana do TIM Festival 2007. Apesar da pouca idade, média de 21 anos, e dois CDs gravados, os garotos ingleses conquistaram o mundo com seu rock alternativo. Para o hiperativo baterista Matt Helders, eles ainda têm muito que provar, mas por enquanto o querem é tocar e principalmente se divertir. Confira os principais trechos da entrevista:
O sucesso chegou muito cedo? Como lidam com o assédio?
Para nós o timing foi perfeito. Porque somos jovens não precisamos encarar nada disso muito a sério e vamos aprendendo conforme caminhamos. Como o reconhecimento veio cedo na nossa carreira não precisamos nos preocupar com isso, nunca tivemos que nos preocupar em fazer dinheiro e ter uma carreira e coisas do tipo, o que é bom. A gente tem o resto da vida para fazer dinheiro então neste momento o melhor que temos a fazer é nos divertir.
Acredita que o maior apelo da banda seja o fato de as letras falarem de situações do dia-a-dia dos jovens?
No começo era. A partir disso, as pessoas começaram a se interessar pelas melodias e as músicas, especialmente no segundo disco, em que ficamos muito mais musicais.
Vocês conhecem algo da música brasileira?
Eu sei de uma banda que faz rap. As pessoas não entendem as letras, que são bem rudes, e todo mundo adora. Não me lembro o nome, acho que começa com ''B''... O som é muito bom, mas as letras são pesadas, mas aqui ninguém entende.
Bonde do Rolê, que tocou no TIM Festival de 2006?
Isso. Fora eles tenho que confessar que não conheço muito de música brasileira. Mas a América Latina é um lugar que sempre quisemos ir, então estamos animados. Vi um programa na TV que mostrava que os brasileiros adoram futebol e desde então quero conhecer o país.
Quais são, na sua opinião, os elementos que uma banda deve ter para se manter ao longo do tempo?
Acredito que o elemento principal para manter uma banda funcionando é se dar bem. Passamos muito tempo juntos e se isso não funcionar o resto desanda. Acho que muitas bandas continuam em frente só por continuar. Acredito que a gente vai parar no momento em que deixarmos de curtir. A gente não se imagina tocando estas canções para sempre. Mas acho que sempre estaremos, de uma forma ou de outra, envolvidos com música, seja individualmente ou juntos.
É verdade que você começou a praticar boxe?
Sim. Durante as turnês pratico com os seguranças. Todos da banda fazemos isso. Eu comecei no ano passado. É muito bom para ficar sarado e em particular para mim porque a força nos braços me dá mais gás para tocar no palco por mais tempo.
Você e o Alex se conheceram no ginásio, como Mick Jagger e Keith Richards, Lennon e McCartney. Como é o processo de composição e como vocês sobrevivem o tédio de estar em turnê?
Como a gente se conhece há tanto tempo, não só os quatro da banda, como muita gente que também trabalha pra nós, nos damos muito bem. A convivência é fácil. A gente gosta de sair à noite, jogar boliche. O processo de composição também é fácil, tranquilo.
E dá para sair para jogar boliche tranquilo, sem assédio?
Na nossa cidade é tranquilo. Todo mundo já nos conhece desde antes do sucesso e muitas pessoas que moram lá são nossos amigos. Em outras cidades acontece de sermos reconhecidos vez ou outra, mas não é não é nada que nos impeça de levar uma vida normal.
Há uma declaração sua dizendo que a idéia de ser ''estupidamente famoso'' o preocupa. Qual a pior parte da fama?
A gente não deseja a atenção que recebe. Lidar com a fama muitas vezes é difícil. As vezes estou andando com amigos ou parentes e alguém me pára para pedir uma foto ou autógrafo e é bizarro, um pouco embaraçoso, sabe? É a pior parte da fama. De qualquer forma, como estamos agora é legal. Não temos fãs histéricos e ainda assim temos a oportunidade de tocar em toda parte.
E qual a melhor parte da fama?
Creio que viajar. O sucesso nos dá a oportunidade de irmos a países como o Brasil, com os quais jamais nem sonhamos.(material cedido pela assessoria do festival)





