Da Redação
A indústria mundial do turismo faturou US$ 3,4 trilhões em 1998, impulsionou o recolhimento de US$ 655 bilhões em impostos e gerou 260 milhões de empregos diretos. Em todo o mundo, foram registradas 625 milhões de chegadas de turistas. No Brasil, o faturamento foi de US$ 38 bilhões, gerando US$ 7 bilhões em impostos e 5 milhões de empregos. O País recebeu 4,8 milhões de visitantes estrangeiros, e o turismo doméstico movimentou 38,2 milhões de pessoas. Esses números foram divulgados pela Embratur-Instituto Brasileiro de Turismo com base em dados da própria Embratur, OMT-Organização Mundial de Turismo, WTTC-World Travel and Tourism Council, Fipe/Usp, Abav, Digitur, Infraero e ABIH-Associação Brasileira da Indústria Hoteleira.
De acordo com o relatório, de 1996 para cá, a venda de pacotes turísticos domésticos dobrou. Pulou de 30% para 60% no confronto com os pacotes internacionais cujas vendas caíram de 70% (1996) para 40% (1999).
O fluxo de turistas estrangeiros também cresceu de 1,8 milhão em 94 para 4,8 milhões em 98, colocando o País na 30ª posição no ranking da OMT. Os argentinos lideram a lista de turistas estrangeiros que mais visitam o Brasil (1,4 milhão); depois vêm os americanos (526 mil no ano passado) e os alemães (275 mil). As cidades mais visitadas do País são Rio de Janeiro (30,2%), São Paulo (18,4%), Florianópolis (14%), Salvador (10,9%), Foz do Iguaçu (8,9%), Porto Alegre (7,9%) e Recife (7,2%).
Com relação à ocupação hoteleira, a taxa média pulou de 52% em 1994 para 65% em 1998. Mas os hotéis categoria Luxo Superior registraram no ano passado taxas superiores a 73%. Segundo a ABIH, existem no Brasil 10 mil meios de hospedagem que empregam direta e indiretamente 900 mil pessoas e movimentam uma receita bruta de US$ 2 bilhões. Esses números devem crescer significativamente nos próximos anos,já que a iniciativa privada está investindo cerca de US$ 6 bilhões na construção de 300 novos hotéis e dez parques temáticos.
Os investimentos governamentais não ficam atrás. Nos últimos quatro anos, através do BID, Governo Federal e Estados foram injetados US$ 670 milhões em obras de infra-estrutura básica no Nordeste através do Prodetur (Programa de Desenvolvimento Turístico).
O dinheiro foi aplicado na construção de aeroportos em centros turísticos importantes da região (Porto Seguro, Lençóis, Salvador, São Luis, Aracaju, Natal e Fortaleza), restauração de rodovias, preservação de meio ambiente e recuperação de prédios do patrimônio histórico. Ainda este ano serão investidos mais US$ 1,2 bilhão - US$ 600 milhões na segunda fase do Prodetur/Nordeste; US$ 212 milhões na Amazônia Legal e US$ 450 milhões em obras de infra-estrutura básica no Pantanal.
Para a região Sul, a previsão é de US$ 465 milhões a serem aplicados nos próximos três anos. A meta nacional é, até o ano 2003, aumentar o fluxo de turistas estrangeiros para 6,5 milhões ao ano e o turismo doméstico para 57 milhões de viajantes, gerando US$ 5,5 bilhões de receita cambial e 500 mil novos empregos.

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