NOVOS TÍTULOS CHEGAM ÀS PRATELEIRAS
Quatro obras recém-lançadas abrangem desde uma crítica à auto-ajuda até uma revista bimensal de poesia
ReproduçãoBrasil, 500 Anos de Esperança: cinco séculos em texto enxuto e críticoReproduçãoDividido em três partes, O Clã da Lua é todo escrito no femininoReproduçãoO Manual do Idiota Bem Sucedido ironiza livros de auto-ajudaReproduçãoHistórias Atualidades 2000 condensa o que foi fartamente noticiado durante 1999De CuritibaNas prateleiras das livrarias, por intermédio da Internet ou pelo telefone é possível comprar novos títulos de livros que estão sendo colocados à disposição do leitor. Abaixo seguem quatro deles: um aborda a auto-ajuda, outro faz uma crítica à auto-ajuda e dois detêm-se na história mundial e do Brasil. E o registro da revista Medusa, de poesia e arte, editada pelo poeta Ricardo Corona, que chega ao seu oitavo número.
O boliviano Luis Espinoza, 40 anos, que assina seus trabalhos sob o nome de Chamalú, virá a Curitiba para comandar um retiro vivencial entre 25 e 27 deste mês, num hotel-fazenda. Será um encontro para homens e mulheres, mas a Editora Corpo Mente antecipa-se à vinda do moço e está divulgando o livro O Clã da Lua Ensinamentos e Rituais Femininos.
Com 128 páginas, dividido em três partes, O Clã da Lua é escrito no feminino, em homenagem à nossa destinatária fundamental, como esclarece o autor. Na verdade, foi a parte feminina da minha energia que escreveu estes ensinamentos, depois de haver passado uma década e meia formando principalmente mulheres na sagrada arte de viver com plenitude. O objetivo da obra tem uma única finalidade: encontrar a plenitude da vida, e reencontrar a beleza da feminilidade.
O outro lado da moeda de auto-ajuda é o Manual do Idiota Bem Sucedido, de Al Sádic (edição do autor), que ironiza a quilométrica lista de livros esotéricos e afins. Al Sádic é o pseudônimo do curitibano Arthur Hatum que ensina como chegar ao sucesso gastando o menor esforço, e vivendo o melhor dos mundos, na base da imoralidade e amoralidade.
Para o autor o que vale é a velha tese de que o mundo divide-se entre os espertos e os otários. As lições contidas no livro afiam as garras dos que estão no primeiro grupo, e não sabem. Os essencialmente honestos, não têm vez. Nenhum livro o torna mais inteligente. Se você é burro, morrerá burro mesmo, não adianta se iludir, escreve o autor, já na apresentação.
Essas teses de inteligência emocional, poderes adormecidos, energias e outros valores que se perdem na combalidade da alma humana são refutadas por Al Sádic. Altos quocientes de inteligência e reserva moral não são mais fortes que o baixo quociente de moralidade: Quanto menor o quociente de moralidade, mais possibilidades de sucesso o indivíduo terá, explica o autor. Duvida? Assista ao horário eleitoral e você verá uma porção de exemplos, alfineta.
Fartamente ilustrado (o livro não traz crédito ao ilustrador), Manual do Idiota Bem Sucedido está sendo distribuído pela Distribuidora Loyola, de São Paulo, telefone (11) 287-0688.
O gosto pela História, que vem mudando o perfil do leitor brasileiro, chegou à literatura infanto-juvenil. O professor Flávio Berutti, co-autor de diversas coleções didáticas, está lançando pela RHJ Editora dois títulos: Brasil, 500 Anos de Esperança, com 28 páginas (R$ 12,50), e História Atualidades 2000 com 72 páginas (R$ 8,00). As ilustrações são de Mário Vale.
Em Brasil, 500 Anos de Esperança o País é retratado nos seus cinco séculos com um texto enxuto, ágil e crítico. Da exterminação indígena, à época do descobrimento, passando pelos escravos, a vida política, imigração, chega-se ao século 20. Naturalmente é citado o capítulo militar, a partir de 1964, bem como a volta do voto direto. Detém-se na miséria social, mas o desfecho está sintetizado nas duas últimas frases: A nossa história ainda não terminou. O futuro ainda está por ser construído.
Histórias Atualidades 2000 tem uma capa que diz exatamente o que é o livro na criação do artista Carti, o mundo aparece coberto por páginas de jornais. Aquilo que estremeceu os países e foi fartamente noticiado durante 1999 está condensado na obra, com breves análises do autor sobre os acontecimentos selecionados. Nem todos ocorreram no ano passado, suas raízes estão no passado, mas repercutem ainda hoje, como a anistia brasileira.
Os nove capítulos que Flávio Berutti aborda são: Timor Leste: a Luta pela Independência, Tensão e Crise na Iugoslávia, Crise e Conflito na Argélia, Brasil: 20 anos da Anistia, África do Sul: um País em Reconstrução; Conflitos na Irlanda do Norte; Os 50 Anos da Revolução Chinesa, O Neoliberalismo e a Terceira Via e A Guerra Civil Espanhola.
O oitavo número da revista Medusa, de periodicidade bimensal (dezembro/99-janeiro/2000 preço de capa: R$ 5,00), dedica as 16 primeiras páginas a um ensaio com a poeta e letrista Alice Ruiz. Uma longa entrevista dá vez a poemas, letras de músicas e um conto (Rubi).
Rodrigo Garcia Lopes escreve sobre Laura Riding, que ele comenta, já no início do texto, ser um dos nomes mais intrigantes e mal-compreendidos da poesia norte-americana.
O autor separou quatro poemas de Laura em inglês/português para o leitor de Medusa: O Mundo e Eu, O Porquê do Vento, Por Causa das Roupas e Ó Vocábulos do Amor. De Londrina também estão o poeta Maurício Arruda Mendonça, com nove poemas, e Arrigo Barnabé, com letras da pseudópera Gigante Negão, encenada apenas por três dias num espetáculo em São Paulo, em 1990. O registro ao vivo ficou durante anos adormecido em gavetas, até chegar recentemente ao CD.





