Novos rumos para as artes pé-vermelhas
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segunda-feira, 25 de maio de 2009
Adriana ItoReportagem Local 
Fazer um panorama da arte visual produzida em Londrina, estudar as suas origens, contextualizá-la e projetar perspectivas futuras. É isso o que propõe o workshop ''Entre percursos e circuitos - manobras da arte'', que acontece de hoje a sexta-feira em Londrina. Um evento bastante propício para ''inaugurar'' as atividades da nova sede de Artes Plásticas da Casa de Cultura da Universidade Estadual de Londrina, na avenida JK.
O curso será ministrado pelo curador paraense Armando Queiroz, e faz parte do projeto Rumos Itaú Cultural Artes Visuais 2008/2009. O workshop já foi realizado em Juiz de Fora (MG) e Marabá (PA) e, no total, percorrerá 18 municípios de norte a sul do Brasil. ''O fato de esse projeto vir para a cidade demonstra a visibilidade de Londrina e da própria Casa de Cultura. Além disso, é uma forma de trazer à tona a produção de outras cidades que não sejam capitais'', comemora Fernanda Magalhães, diretora da divisão de Artes Plásticas da Casa de Cultura.
Segundo ela, há uma tendência em se olhar para a produção do interior. ''Curadores e espaços têm se voltado para as cidades menores, que têm grande produção mas de maneira geral não entravam no circuito das artes'', aponta Fernanda. Além disso, vários artistas locais têm alcançado projeção nacional e internacional, como Fábio, Laércio Redondo, Rogério Ghomes, Fernando Augusto, Nenê Jeolás, Danilo Vila e a própria Fernanda.
A cada tarde, os 25 participantes vão assistir a palestras e participar de debates sobre um tema específico. Hoje acontece o Arte Aqui, em que é feito um mapeamento dos artistas, espaços, mercado, políticas públicas e outros elementos, para localizá-los em um contexto maior e discutir estratégias de agenciamento. Amanhã é dia de fazer um paralelo entre o que é feito aqui e a atual produção em arte contemporânea. Na quinta o tema é Arte e Pensamento Crítico, em que a produção será situada em reflexões filosóficas e sociológicas, entre outras. E no último dia (Arte e Cultura), todo esse panorama servirá de base para se traçar possibilidades de agenciamento da produção local.
Levar essa reflexão para pessoas que trabalham diretamente com a arte é uma forma de se conseguir um mapeamento mais analítico da própria produção. Além disso, possibilita ao artista uma reflexão mais profunda sobre o fazer artístico, seus rumos e alternativas. ''Isso estimula ainda mais a produção'', comenta a diretora.
Todas as vagas do curso foram preenchidas em menos de dois dias, e, segundo Fernanda, a lista de espera não para de crescer. Para dar um alento aos interessados, a Casa de Cultura está organizando uma ação performática aberta ao público, com o coletivo Manada, todos os dias após o final do workshop (por volta das 18h30). ''Assim, os interessados também poderão interagir com quem está fazendo o curso'', projeta.
Após esse projeto, o próximo passo da Casa de Cultura são as ''Tardes com Arte''. A ideia é fazer uma atividade diferente a cada dia da semana, como projeções de videoarte, oficinas, debates e outros. No início de junho, a Casa vai receber o diretor do Centro de Artes Visuais da Funarte, Ricardo Rezende, que vem ajudar na curadoria das obras da DesOcupação promovida em dezembro.


