São Paulo, 08 (AE) - Alguns dos novos Cds que chegam ao mercado: Em Pedaços - Dalmo Castello conheceu Cartola em 1973 e logo em seguida compôs, com o mestre mangueirense, a obra-prima "Disfarça e Chora". Depois, Passarada - são duas músicas que estão no CD Em Pedaços", produção independente que tem participações de Dona Ivone Lara (na parceria deles que dá nome ao disco), Christina Buarque, Paulo Moura. Dalmo gravou três elepês e este é seu primeiro CD, coisas do mundo torto da indústria fonográfica. Mas tem sucessos como "Bonita (com Rogério Rossini), Valsa dos Sonhadores (com Xico Chaves), Vide Verso", uma pérola, todas no disco. Peça pelo e-mail [email protected]. Um Natal de Samba - Sai Simone, entram os melhores sambistas. O disco é Um Natal de Samba", lançamento Velas, que junta as maiores expressões do gênero em composições originais que têm o Natal como tema. Zeca Pagodinho abre, cantando "Canção da Esperança, de Wilson Moreira e Nei Lopes. Elenco: João Nogueira
Emílio Santiago, Luizinho SP, Mauro Diniz (na genial Amor Divinal, dele e de Adilson Victor), Toque de Prima, Nei Lopes, Dunga, Fundo de Quintal, Luiz Carlos da Vila, Dona Ivone Lara, Délcio Carvalho, Arlindo Cruz e Sombrinha. Atenção para o samba Quando o Natal Caiu numa Sexta-feira, de Luiz Carlos da Vila. Jorge Aragão ao Vivo - Já que todo mundo faz disco ao vivo, Jorge Aragão resolveu fazer o seu. Chama-se Jorge Aragão ao Vivo
naturalmente, lançamento Indie/Universal. Tem palmas - curiosamente, não traz a informação de onde foi gravado ou quando. Mas é bom. Começa com Coisa de Pele (no refrão, a expressão "arte popular...", da qual se apropriou o grupo pagodeiro) e tem Alvará (só de Jorge), "Enredo do Meu Samba (dele e de Dona Ivone Lara), "Colcha de Algodão (parceria com Nelson Rufino), "Identidade" (só dele), "Do Fundo do Nosso Quintal (com Alberto Souza). Tudo de primeira, incluindo a Ave Maria", de Gounod, em samba, fechando o disco. Velha Guarda da Mangueira - Esse é para fazer história. Registra a Velha Guarda da Mangueira e Convidados (Nikita), pela primeira vez. "Quando ouvir essa batida, foi Mangueira que chegou", avisa Genuíno, cantando Mangueira Chegou, de Zé Ramos (de quem Chico Buarque canta, em seu show, Capital do Samba). O elenco: Mocinho, Zezinho Jurandir, Zenith, Quincas, Ary, Genuíno, Elvira
Xangô, Tantinho, Miguel, Soninha, Tia Zélia. O repertório, obras-primas do samba de quadra da escola, coisas de Guilherme de Brito, Jorge Zagaia, Mirabeau, Padeirinho, Benedito Lacerda, Jurandir, Cartola, Xangô, Tantinho. O melhor disco de samba do ano. Os Puxadores do Samba - Eles são figuras fundamentais para o sucesso dos desfiles das escolas. Há até um prêmio especial para os puxadores (palavra que Jamelão detesta). O disco "Os Puxadores do Samba" (BMG) reúne Dominguinhos do Estácio (Estácio, Viradouro), Preto Jóia (Imperatriz, Acadêmicos do Tucuruvi), Jackson Martins (Caprichosos de Pilares), Serginho Porto (União da Ilha, compositor do samba deste ano da Beija-Flor) e Wantuir (Tadição, Vai-Vai). O repertório é bom, os cantores não poderiam ser melhores. Os arranjos, a cargo de Marcelo Réa e Jota Moraes, exageram nos teclados. Dão clima artificial ao resultado. Carnaval Rio -O disco das escolas de samba do Rio de Janeiro está melhor do que nos outros anos. Até pela apresentação. Saem teclados, entra cavaquinho, sai contrabaixo, entram tambores. Apostas: o samba da Imperatriz, "Quem Descobriu o Brasil Foi seu Cabral...", de Marquinhos Lessa, Amaurizão, Guga, Chopinho e Tuninho Professor, animadíssimo, o da Mangueira, Dom Ubá II, Rei dos Esfarrapados, Príncipe do Povo", melodioso, de Marcelo Daguiã, Bizuca, Gilson Berini e Valter Veneno. Jamelão mandando ver. Todos falam dos 500 anos do Descobrimento (os sambas de São Paulo, também. O lançamento é da BMG.

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