São Paulo, 29 (AE) - Veja abaixo alguns Cds que estão chegando ao mercado: Fagner - Seguindo o modismo (nada se cria, tudo se copia) do momento, Raimundo Fagner lança também seu disco ao vivo ("Fagner ao Vivo", Sony Music), volume duplo, gravado no Centro Cultural Dragão do Mar de Arte e Cultura, no Ceará, em janeiro. A produção é do excelente José Milton e garante a qualidade do álbum, que reúne sucessos, coisas boas ("Jura Secreta, de Sueli Costa e Abel Silva, Mucuripe, de Fagner e Belchior, "Canteiros", de Fagner, sobre poema de Cecília Meireles) e coisas muito ruins (o grande exemplo é "Borbulhas de Amor, de Juan Luís Guerra, com letra em português de Ferreira Gullar). O saldo é mais que positivo. Instrumental - Disco independente demora para ser gravado (é coisa cara) e, para ser lançado, mais ainda (é coisa complicada). Muitas vezes, vale a pena esperar. Instrumental", de Jaime Ernest Dias, começou a ser feito em 1997. É bom. Dias vem de família de músicos. É violonista, compositor e arranjador. As peças que reuniu em Instrumental" foram compostas ao longo de mais de 20 anos de carreira. Há sambas, baiões, choros. A gravação da balada Por Enquanto tem participação de Fernando Merlino (teclados) e Alceu Reis (violoncelo), músicos excelentes, bela música. Faça contato pelos telefones (0--61)245-5487 e (0--61)226-1048. Violonista - Mais um disco independente de violonista, desta vez de São Paulo. Marcos Arrais apresenta "Contra-Ataque" e toca acompanhado por Antônio Vicente Pietroforte (percussões). A faixa-título é uma bossa de muito balanço; a segunda, Igarapés", uma canção de delicada textura melódica, ainda que seja aberta com notas graves contrapondo-se a batidas, de mão aberta, no corpo do violão. Todas as músicas são de autoria do jovem músico, que está buscando expressão própria no instrumento. Consegue várias vezes, como na trabalhada Solitude", por exemplo. Faça contato pelo e-mail [email protected]. Um Ser Afim - O disco da carioca Andréa Montezuma já havia sido lançado, de forma independente, com distribuição de mão em mão, nos shows da cantora. Agora sai pela gravadora alternativa Azul Music. Nome do disco: "Um Ser Afim", trocadilho tirado do título da canção de Altay Veloso e Samuel Santana. Aliás, um bom número, bem melhor do que os trabalhos habituais do fluminense Altay. Há bons sambas, bem cantados (Malandro Agulha", de Carlota Marques e Paulo César Pinheiro, Agnus Sei, de João Bosto e Aldir Blanc) e a lembrança feliz de regravar o melhor Taiguara - o de "Universo no Teu Corpo. O site da gravadora é www.azulmusic.com.br. Choros - As Choronas são Ana Cláudia César (cavaquinhista), Paola Pcherzky (violonista), Roseli Câmara (percussionista) e Gabriela Machado (flautista). Atraente é o nome do disco de estréia delas, lançamento da Paulus. Uma saborosa visita aos melhores choros de todos os tempos, de "Receita de Samba, de Jacó do Bandolim, a "Meu Caro Amigo, de Francis Hime e Chico Buarque, e Bebê", de Hermeto Paschoal. Atraente, a música-título, é uma das obras mais conhecidas da pioneira Chiquinha Gonzaga. As moças tocam com vigor e técnica e fica difícil dizer qual delas é melhor. Reiterem-se aqui os parabéns de Roberto Sion às Choronas. Rua Marari - Considerado por Quincy Jones um dos cinco melhores arranjadores da atualidade, Gilson Peranzzetta lança seu 25.º trabalho-solo, "Rua Marari. É a trilha sonora do documentário Everest - Uma Conquista Brasileira, de Valdemir Niclevski, gravado no Nepal, numa região em que se fala o dialeto marari. Pois bem, Peranzzetta nasceu na Rua Marari, no subúrbio carioca de Brás de Pina. E, para esse lançamento, criou o selo Marari Discos (contatos pelo e-mail [email protected]). O disco é uma obra-prima. "Valsa do Açu, primeira faixa, é das mais belas melodias dos últimos tempos. CD obrigatório.

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