Novo toque de midas
Novo toque de midas
Lair Ribeiro lança seu novo guia de auto-ajuda, "Como Conviver Com A Violência"
Arquivo Folha
Lair
Ribeiro:
livro em
co-autoria
com o
delegado
Jorge
LordelloOs guias e manuais de auto-ajuda, um dos principais segmentos do mercado editorial brasileiro, não podiam deixar de marcar presença no maior evento da área, a 15ª Bienal Internacional do Livro, que está sendo realizada até domingo, no Expo Center Norte, em São Paulo. Cada editora presente ao evento - e são 815 expositores - levou pelo menos um título deste tipo de livro. E todos prometem que vão ajudar a resolver os problemas mais comuns na vida de qualquer um.
Os assuntos abordados podem ser os mais variados: esoterismo (Cura-te a Ti Mesmo/Editora Madras), religião (Um Guia para Cristãos/Editora Vida Nova), negócios (Torne-se Um Líder Eficaz/Editora Campus), estudos (Vestibular Sem Medo: Passei Cinco Vezes na Fuvest/FTD), saúde (Viva a Menopausa Naturalmente/Augustus Editora), amor (Casamento, Pra Que Te Quero?/Editora Cidade Nova), educação dos filhos (E Agora, O Que Fazer? A Difícil Arte de Criar os Filhos/Círculo do Livro), moda (Elegância - Como o Homem Deve se Vestir/Negócio Editora), beleza (Como Conquistar a Beleza Definitiva/Edelbra), etc, etc, etc...
É lógico que o mago da auto-ajuda, o médico Lair Ribeiro, não poderia faltar neste evento, onde lançou, entre outros títulos, o livro Como Conviver Com a Violência (Editora Moderna), um tema que, ele sabe, não poderia ser mais atual na realidade brasileira. Só que, desta vez, o médico contou com um co-autor, o delegado de polícia Jorge Lordello.
Segundo Lair Ribeiro, o livro não é nenhum trabalho sociológico que explique o porquê da violência urbana. É, na verdade, um guia que mostra o antes, durante e depois do ato de violência e como sobreviver a ele - afirma. Ribeiro diz que este é o primeiro livro sobre o assunto que aborda três pontos de vista: o do policial, do bandido e da vítima. Entrevistamos centenas de vítimas de assaltos, 48 policiais de todo Brasil e 100 bandidos confessos. Tudo para saber como evitar e, se não for possível, como se comportar para não morrer. E também como superar o trauma - explica.
A idéia de escrever o livro partiu, segundo Ribeiro, do próprio delegado. Com anos de experiência na área policial, e vendo exemplos diários de violência urbana, Lordello foi colecionando casos que poderiam ser evitados com cuidados simples - aponta. Quando conheceu o médico em uma palestra, o delegado pediu a Ribeiro que escrevesse um livro sobre o assunto. Eu sugeri que ele mesmo escrevesse o livro. Depois de várias tentativas, ele voltou a me procurar e eu me empolguei com o material que ele já tinha - conta.
Segundo ele foram 14 meses de pesquisas, entrevistando pessoas e analisando casos e situações. Você sabia, por exemplo, que um assaltante sai disposto a roubar, não a matar? E que ele fica tão nervoso, no assalto, quanto a vítima? Numa situação desta, a pessoa pode acabar morta simplesmente porque não soube se comportar. Quando um bandido está com uma arma, geralmente deixa o cão puxado para trás. Qualquer gesto brusco da vítima, qualquer coisa que assuste o ladrão pode ser o detonador do tiro - aponta.
Em linguagem acessível, com muitas ilustrações, o guia vai mostrando situações que podem estar presentes no dia-a-dia e apontando maneiras de evitar a violência e sobreviver à ela. Inclusive com capítulos dedicados às drogas no meio da família. Este livro não é um livro de violência. Na verdade, é um livro de paz, cheio de mensagens que ajudam a sair inteiro, física e espiritualmente, de experiências negativas - afirma o médico.





