'Novo' Smashing Pumpkins buscou afirmação
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terça-feira, 23 de novembro de 2010
Rafael Ceribelli<br> Reportagem Local 
Em um dos shows mais esperados do Planeta Terra, o Smashing Pumpkins surpreendeu o público com uma apresentação repleta de músicas novas, pautando o seu repertório principalmente no peso das guitarras e dos efeitos que caracterizam a última fase (2006-2010) do grupo
Vale lembrar que o ''novo'' Pumpkins foi ressuscitado pelo vocalista e guitarrista Billy Corgan, único integrante da formação original, e atualmente é composto por Jeff Schroeder (guitarra), pela bela Nicole Fiorentino (baixo) e por Mike Byrne na bateria
Para quem esperava um set list repleto de sucessos da década de 90, o início do show foi, certamente, um anti-clímax As duas primeiras músicas (a recém-lançada ''The Fellowship'' e ''Lonely is The Name'') eram desconhecidas até para os mais fanáticos
A esperada explosão sonora finalmente veio na terceira música, com o megahit ''Today'' Mesmo assim, a alegria parecia sempre durar pouco Intercalando uma música famosa com duas ou três novas e/ou obscuras, o repertório regido por Corgan atingiu o auge da incompreensão ao encarar a epopéia musical ''United States'', de 15 minutos mal gastos
O show recuperou o ritmo na reta final A sequência de ''Cherub Rock'', ''Zero'', ''Stand Inside Your Love'' e ''Tonight, Tonight'', salvou o que, de otura maneira, caminhava para uma apresentação pouco animadora
Alternando altos e baixos, o novo Pumpkins - que agora é, na verdade, mais um projeto pessoal de Billy Corgan do que qualquer outra coisa - parece querer buscar uma afirmação musical, se desprendendo cada vez mais dos sucessos antigos Para quem esperava ouvir no bis ''1979'' e teve que se contentar com ''Heavy Metal Machine'', é inevitável não sentir uma pontinha de saudade


