''O Cemitério de Praga'', o mais recente romance de Umberto Eco, nasceu sob o manto da polêmica. Quando foi lançado no ano passado na Europa, sofreu ataques das mais variadas direções. Levou pesadas bordoadas da igreja católica. Apanhou ferozmente da comunidade judaica. Foi duramente criticado pela maçonaria.

Lançado agora no Brasil pela editora Record e já figurando nas listas dos mais vendidos, ''O Cemitério de Praga'' se revela nascido sob o manto de muito barulho por nada. Nada mais que a história do ''sujeito mais odioso do mundo'', nas palavras do próprio autor.

Simonini é um exímio falsário de documentos antigos. Nas horas vagas atua como espião político ou traficante de hóstias para rituais satânicos. Basta o cliente pagar, que terá nas mãos o que deseja independente das consequências que representam. Não existem escrúpulos, há comércio.

Umberto Eco afirma que em ''O Cemitério de Praga'' há um único personagem ficcional, Simonini. Todos os outros são personagens reais. Os episódios retratados também são praticamente todos reais, devidamente registrados nos anais da História.

Saiba mais sobre as falcatruas de Simonini na resenha de Marcos Losnak

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