NOVO FORMATO - Festival afina a coordenação
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sábado, 31 de janeiro de 2004
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
O músico Vitor Gorni foi indicado ontem para compor a linha de frente da comissão organizadora do 24º Festival de Música de Londrina, que será realizado em julho desse ano. Ele foi escolhido pelo secretário municipal de Cultura, Bernardo Pellegrini, como parte da atual mudança de formato operada no evento.
Gorni junta-se ao violonista Roney Marczak, indicado pela Secretaria de Cultura do Estado, e ao compositor Mário Loureiro, indicado pela Universidade Estadual de Londrina, para integrar o colegiado que irá dirigir todas as atividades ligadas ao Festival. ''Ele é um músico, maestro e arranjador respeitável na cidade. É uma grande liderança em seu meio, com uma visão moderna e popular de cultura e que traz a experiência adicional de já trabalhar como assessor artístico do Festival'' diz Pellegrini.
Gorni, 48 anos, nasceu em Cambé. Toca clarinete na Orquestra Sinfônica da Universidade, além de comandar a Londrina Jazz Band e criar arranjos para orquestra, coros e grupos. Sua participação no Festival de Música começou em 1996 como professor assistente no curso de prática de banda Sinfônica, função que exerceu nos dois anos seguintes. Em 1998 e 1999, atuou como professor de big band.
O novo modelo de direção do festival foi definido em reunião no início deste mês com a presença da reitora Lygia Puppato; da secretária estadual de Cultura, Vera Mussi; o diretor da Casa de Cultura da UEL, Kennedy Piau, e a presidente da Associação dos Amigos do Festival de Música, Maria do Carmo Duarte.
''A idéia de substituir o formato antigo por um colegiado é bastante inovadora'' argumenta o secretário de Cultura. ''Visa atender à natureza pública do Festival, deixando de lado a estrutura em que uma ou duas pessoas ficavam responsáveis por tudo. A proposta é despersonalizar a coordenação geral fazendo com que as instituições promotoras assumam o evento''.
Segundo ele, as últimas edições já acenavam com inovações aposentando aos poucos o ranço original de festival erudito europeu. ''No ano passado, tivemos uma oficina de hip hop, que foi um grande avanço'' assinala. A proposta coincide com as comemorações em torno dos 70 anos de Londrina. ''Teremos um Festival atípico este ano'' salienta ele. ''Queremos aproveitar a festa de aniversário para propor uma grande reflexão sobre o passado, presente e o futuro da cidade. Uma das iniciativas é mexer com toda a população, levando a programação para os distritos e bairros distantes do Centro'' .
Outra novidade será a ampliação da programação, que poderá ocupar o mês de julho inteiro. Tudo vai depender das verbas disponíveis. Um projeto no valor de R$ 1 milhão foi encaminhado ao Ministério da Cultura/Lei Rouanet e aguarda aprovação para o início da captação de recursos. O município já garantiu R$ 200 mil (como projeto estratégico do Programa Municipal de Incentivo à Cultura, o Promic). Apesar de ainda não ter o valor definido, este ano o Estado incluiu o evento londrinense no orçamento. A UEL também deverá entrar com recursos financeiros (R$ 40 mil) e infra-estrutura.
A Folha tentou entrevistar ontem o maestro Vitor Gorni, mas até o fechamento desta edição ele não foi encontrado.


