A atriz londrinense Edna Aguiar estreia nesta sexta-feira (7), na DAC - Divisão de Artes Cênicas da Casa de Cultura da Universidade Estadual de Londrina, às 20h, seu novo espetáculo solo intitulado “Brasiliana”. A peça é uma escrevivência na qual Edna resgata memórias silenciadas de mulheres referenciais em sua vida que têm em comum a experiência da perda de território provocada pelo que se denomina “progresso”. A dramaturgia é de sua autoria em parceria com a atriz Camila Feoli, do grupo teatral Às de Paus.

No centro da cena, Edna vai tecendo fios de histórias de várias personagens inspiradas em mulheres presentes no seu cotidiano, como sua mãe, avó e bisavó, além de sua parteira, Iaiá, e a líder religiosa londrinense Yá Mukumbi. As memórias da família, que viveu entre os Campos Gerais e o Norte do Paraná, foram captadas por meio de relatos orais que Edna ouviu ao longo de sua vida e documentos antigos guardados em gavetas. “Um dos questionamentos que me instigou a criar e escrever esta peça foi o porquê de não termos nomes de mulheres na história oficial do Paraná”, explica a atriz.

Por isso, outra figura importante no processo de construção do espetáculo foi a indígena Vanuíre, ativista e pacifista da fronteira do Paraná com São Paulo, no início do século XX, que não consta nos livros de História. Vanuíre mediava os conflitos entre brancos e caingangues e, em uma das ocasiões, para apaziguar as disputas, subiu em um jequitibá de dez metros de altura para cantar canções pela paz. Em Tupã, interior de São Paulo, o Museu Índia Vanuíre homenageia seu legado.

Assim, “Brasiliana” fala sobre ancestralidade e das violências contra gerações de mulheres, convidando o público a também vasculhar e deixar emergir suas lembranças.

O espetáculo tem direção dramatúrgica de Camila Feoli. A direção cênica é coletiva e contou com a participação de Camila Feoli, Lua Lamberti, Nara Motta, Rogério Francisco Costa e Thunay Tartari. Além disso, Ailton Galvão fez a direção de movimento. Os figurinos são de Alex Lima e Rogério Francisco Costa, que também assina a cenografia. A trilha sonora e direção musical é assinada por Thunay Tartari. A atriz Nara Motta é responsável pela direção técnica e pelo desenho e operação de iluminação.

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LONDRINA E CURITIBA

As apresentações se dividem em três temporadas, sendo duas em Londrina - na Divisão de Artes Cênicas da UEL, nos dias 7/08 (sexta-feira, às 20h), 08/08 (sábado, às 20h) e 09/08 (domingo, às 16h e às 20h); e na Usina Cultural (Av. Duque de Caxias, 4159), nos dias 14/08 (sexta-feira, às 20h), 15/08 (sábado, às 20h) e 16/08 (domingo, às 16h e às 20h).

Também haverá sessões em Curitiba - no Teatro José Maria Santos (R. Treze de Maio, 655), nos dias 20/08 (quinta-feira, às 20h), 21/08 (sexta-feira, às 20h) e 22/08 (sábado, às 16h e 20h).

A duração do espetáculo é de 50 minutos e a classificação indicativa é de 18 anos. Todas as apresentações serão gratuitas, com ingressos no Sympla e disponíveis para retirada na portaria dos espaços (ingressos limitados à lotação de cada local).

* Com assessoria.

SERVIÇO:

"Brasiliana", espetáculo solo de Edna Aguiar

1ª TEMPORADA

Local: Divisão de Artes Cênicas da Casa de Cultura UEL (Av. Celso Garcia Cid, 205, Londrina):

07/08/2026 (sexta-feira): estreia às 20h

08/08/2026 (sábado): sessão única às 20h

09/08/2026 (domingo): 1ª sessão às 16h - 2ª sessão às 20h

*

2ª TEMPORADA

Local: Usina Cultural (Av. Duque de Caxias, 4159, Londrina):

14/08/2026 (sexta-feira): sessão única às 20h

15/08/2026 (sábado): sessão única às 20h

16/08/2026 (domingo): 1ª sessão às 16h - 2ª sessão às 20h

*3ª TEMPORADA - Local: Teatro José Maria Santos (R. Treze de Maio, 655, Curitiba):

20/08/2026 (quinta-feira): sessão única às 20h

21/08/2026 (sexta-feira): sessão única às 20h

22/08/2026 (sábado): 1ª sessão às 16h – 2ª sessão às 20h

*

Ficha Técnica:

"Brasiliana", solo de Edna Aguiar

Pesquisa, Criação e Atuação: Edna Aguiar

Dramaturgia: Camila Feoli e Edna Aguiar

Direção Dramatúrgica: Camila Feoli

Direção Cênica Coletiva: Camila Feoli, Lua Lamberti, Nara Motta, Rogério Francisco Costa e Thunay Tartari

Direção de Movimento: Ailton Galvão

Direção Musical, Canções Originais e Trilha Sonora: Thunay Tartari

Fragmentos Musicais: “Lambari do Asfalto” (Marinho de Oliveira); “Seu Patrício” (S. Granata); e “Saudades do Matão” (melodia de Jorge Galati e letra de Raul Torres).

Direção Técnica, Desenho e Operação de Iluminação: Nara Motta

Figurinos: Alex Lima e Rogério Francisco Costa

Cenografia e Objetos: Rogério Francisco Costa

Contrarregra: Gabriela Castro

Costureira: Aparecida do Carmo Fernandes

Serralheiro: Carlos Miguel da Silva

Projeção e Filmmaker: Bruno Baruta

Fotógrafa: Valéria Felix

Operação de Som e Projeção: Rena Landgraf

Assistente Técnico: João Otávio Goes

Assistentes de Produção: Carol Marcelino e Gabriela Castro

Assessoria de Imprensa: Karen Debertólis

Identidade Visual e Social Media Manager: Alex de Barros (Oníria Negra)

Direção de Produção: Fernanda Franz

Produção Executiva: Eddie Mansan (Sonelangeliso Produções)

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