Ainda sob a ressaca da morte de Leandro, Chitãozinho e Xororó acabam de lançar ‘‘Na Aba do Meu Chapéu’’, 26º disco da carreira, em que salientam uma diferença de estilos das duplas sertanejas.
Enquanto Zezé Di Camargo & Luciano apostam numa linha mais romântica e Leandro & Leonardo ficam no meio-termo, eles acentuam a mistura do sertanejo com o country.
Tanto é que, além de gravar o CD em São Paulo, Campinas, Rio e Londres, a dupla fez as bases em estúdios de Nashville (EUA), uma das capitais
mundiais do country.
‘‘A gente grava country há mais de dez anos. O caminho foi o mesmo do sertanejo. O country começou da mesma forma que a gente, mas evoluiu antes’’, diz Xororó.
‘‘‘Na Aba do Meu Chapéu’’ é uma sequência de ‘‘Bailão de Peão’’’, explicam. A primeira canção, ‘Deixei de Ser Cowboy por Ela’’, também leva esse estilo, como a já conhecida ‘‘Pura Emoção’’. Há ainda baladas românticas -‘‘Eu Menti’’, ‘‘Por Esse Amor’’ e ‘‘É Tarde Demais pra Pedir Perdão’’- clássico sertanejo - ‘‘Saco de Ouro’’- uma canção em espanhol - ‘‘El Rey’’- e uma versão da música ‘‘Crying’’, que em português virou ‘Lágrimas’’.
Em relação a críticas que muitos cantores sofrem por gravar versões de sucessos na língua inglesa, Chitãozinho tem a resposta na ponta da língua: ‘‘Versão tem que saber fazer, é perigoso. Mais difícil do que fazer música inédita’’.
‘‘O inglês é uma língua muito agradável, sonora. As palavras marcam muito. Se você coloca ao pé da letra, não fica bonito de ouvir’’, diz Xororó. Ficou ‘‘lágrimas caem’’ no lugar de ‘‘crying’’.Arquivo FolhaChitãozinho
e Xororó:
sertanejo
e country
se mesclam
em ‘‘Na
Aba do
Meu Chapéu’’Luís Perez
Agência Folha

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