Novo cronograma para o Ouro Verde
A situação do Teatro Ouro Verde é outra que deixa os londrinenses angustiados. Depois do incêndio que devastou o local, em 2012, a previsão inicial era de que a reconstrução fosse finalizada em julho de 2015. Após uma grande mobilização por parte da sociedade e órgãos públicos, as obras iniciaram em janeiro de 2014, porém, por falta de pagamentos por parte do Governo do Estado, em outubro do mesmo ano, a construtora responsável passou a tocar a obras em passos lentos até retirar totalmente a equipe do local em maio de 2015. Nesse período, dos R$ 3,6 milhões que teriam sido investidos pela construtora, apenas cerca de R$ 1,6 milhão teria sido repassado pelo Governo. O restante foi liquidado somente em agosto deste ano.
Com isso, a construtora retomou as atividades, mas não com força total, em meados de outubro. De lá para cá, praticamente todas as medições feitas foram pagas pelo Governo. Mas, ainda assim, isso causa insegurança na Regional Construtora, empresa responsável pelas obras. "Agora, as obras entram em sua fase mais cara, com compras volumosas, como parte elétrica específica, poltronas, revestimento acústico, cenotecnia, além do acabamento. Não posso fazer investimentos sem ter a certeza de que se serei pago. Além disso, precisamos nos reunir com a equipe técnica para reavaliar questões econômicas e cronograma", afirma José Pedro da Rocha, engenheiro responsável.
A comissão da Universidade Estadual de Londrina que está à frente do projeto deve se reunir ainda este mês para formular um novo cronograma. A expectativa ou melhor, esperança - inicial é de que tudo esteja pronto em dezembro. Até o momento, 40% da obra foram concluídos.
Inicialmente, a reconstrução foi prevista em R$ 12,6 milhões, dos quais 5,2 milhões foram pagos até o momento. O Governo anunciou, recentemente, que outros R$ 8 milhões já foram empenhados, ou seja, já existem em caixa e, em tese, devem ser destinados à sua finalidade. Mas o valor inicial (que já passou por adequações ao longo da obra) deve ser reavaliado devido a diferença de preços e alta do dólar. (M.T.)





