Novo 'Casseta' aposenta tipos históricos
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terça-feira, 06 de dezembro de 2011
Elisangela Roxo <br> Folhapress 
São Paulo - Em abril do ano que vem, o sexteto do ''Casseta & Planeta'' volta ao ar sem as Organizações Tabajara, as paródias, as piadas inspiradas no noticiário e alguns personagens que marcaram época, como o empreendedor suburbano Seu Creysson.
Ao lado da trupe veterana estarão Maria Melilo, vencedora do ''Big Brother Brasil 11'', e Miá Mello, ex-''Legendários'' (Record). Maria Paula deixa de acompanhar os rapazes.
O novo programa, intitulado ''Casseta & Planeta Vai Fundo'', interrompe o descanso de cerca de um ano da parceria entre Claudio Manoel, Hélio de la PeÀa, Beto Silva, Hubert, Reinaldo e Marcelo Madureira.
''Vamos fazer uma coisa mais autoral, a partir de determinados temas'', conta Claudio Manoel, eleito ''porta-voz'' do grupo. ''Quem está no ar hoje continua fazendo o que a gente já fez. Não houve uma ruptura. Pelo contrário, esses programas nos homenageiam. Todo mundo é filho, é cria'', comenta ele, a respeito da ''concorrência'' de ''CQC'' (Band), ''Pânico na TV'' (Rede TV!) e companhia.
''Muita coisa que inventamos não valia a pena fazer de novo'', avalia Manoel, que assumiu, no início deste ano, o cargo de diretor de dramaturgia do ''Fantástico'', a convite do então titular da função, Guel Arraes.
Projeto com Fátima
Dentro da Globo, fala-se no surgimento de um ''núcleo Claudio Manoel'', já que o humorista tem acumulado projetos bem-sucedidos, como o quadro ''O que Vi da Vida'', maior audiência do ''Fantástico'' atualmente.
Em 2012, além das jornadas na reestreia do ''Casseta'' e no ''Fantástico'', ele vai se dedicar ao novo programa de Fátima Bernardes - que se despediu ontem da bancada do ''Jornal Nacional'' para desenvolver o projeto de um matutino diário na Globo. Ele prefere, porém, não comentar o assunto, porque o projeto tramita na emissora ''sob sigilo''.
Humilde, Manoel nega que seja uma espécie de ''cabeça'' da equipe, formada 18 anos atrás. ''Sempre fomos um grupo de criação coletiva, e o 'band leader' era o Bussunda'', lembra ele, citando o companheiro morto em 2006, enquanto cobria para o ''Casseta'' a Copa do Mundo da Alemanha. ''Nossa força vem da entrega do produto'', afirma em tom quase solene. ''Mesmo morrendo gente, a gente entregou o que tinha combinado, ganhou [na disputa de audiência] e fez resultado.''


