São Paulo - Christopher Nolan é um dos diretores mais elogiados de hoje. Responsável pela direção e roteiro do excelente ''A Origem'' (2010), ele assumiu as mesmas funções nos filmes da trilogia que se encerra com ''Batman - o Cavaleiro das Trevas Ressurge'', filme que estreia amanhã e deve mostrar o porquê dessa unanimidade.
Em tempos de crise econômica mundial, Nolan decidiu usá-la em seu aguardado terceiro filme do homem-morcego. E acertou. Depois de tantos traumas, o milionário Bruce Wayne (Christian Bale) decidiu se isolar de tudo, mas será forçado a sair de seu retiro após ser vítima da bela ladra Selina Kyle (Anne Hathaway), que age sob ameaças do sinistro Bane (Tom Hardy).
Vivendo nos esgotos de Gotham City, o vilão lidera um exército de excluídos pela sociedade. Motivado pela crise financeira, o grupo planeja tomar tudo dos ricos, mas acabará descobrindo que os planos de Bane são bem diferentes do que todos imaginam. Agora, a salvação da cidade depende de Batman, que tem a ajuda de seus fiéis amigos Lucius Fox (Morgan Freeman) e comissário Gordon (Gary Oldman), além do policial Blake (Joseph Gordon-Levitt).
Em meio a tanta ação, os momentos de drama são mais um bom motivo para assistir ao longa. Alfred (Michael Cane) é responsável por boa parte deles, já que, por medo de ver o patrão morrer, vai desenterrar o doloroso passado de Wayne para tentar impedi-lo de voltar a ser o herói de Gotham.
A nova aventura do homem-morcego não tem os efeitos 3D que renderam milhões aos recentes - e ótimos - ''Os Vingadores'', de Joss Whedon, e ''O Espetacular Homem-Aranha'', de Marc Webb. Mas se engana quem pensa que ''Batman'' não consegue se igualar em grandiosidade. Os efeitos especiais convincentes só não superam o roteiro bem amarrado de Nolan, onde cada tiro, briga ou pirueta faz sentido na história.

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