Novidades no telejornalismo
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quinta-feira, 15 de janeiro de 1998
Sílvia Herrera Agência Estado 
Arquivo FolhaMarília Gabriela apresentará um programa de entrevistas, aos domingos, no SBTO ano começa com novidades no telejornalismo, mas a guerra vai esquentar, mesmo, a partir de março. Na Manchete, Madalena Bonfiglioli é a novidade nesta segunda quinzena de janeiro, e Dóris Giesse poderá ganhar um programa a partir de março. A Record segue os passos da Globo e do SBT e lança também em março o seu Repórter Record, enquanto, na Bandeirantes, o novo diretor de programação jornalística, Carlos Amorim, ex-Manchete, estuda algumas mudanças no setor e sonda repórteres de outras emissoras. Ricardo Kotscho, ex-Gazeta-CNT, já acertou com a Band.
No SBT, a novidade será Marília Gabriela comandando um programa de entrevistas no estilo do Cara a Cara, que ela fazia na Bandeirantes. Também em março, o TJ Brasil deverá voltar em novo formato, outra vez sob o comando de Hermano Henning - a não ser que ele não resista ao assédio de emissoras concorrentes interessadas em seu passe. E a Globo anuncia alterações para maior e melhor no jornalismo, sem entrar em detalhes.
Para o lugar de Carlos Amorim, a Manchete promoveu Hermes Leal, que também pretende reformular o Programa de Domingo. Por enquanto, porém, a aposta maior é em Madalena Bonfiglioli, que comandará um programa de auditório a ser aberto sempre com uma reportagem, e na ex-apresentadora do Fantástico, Dóris Giesse, que já gravou o piloto de seu primeiro programa, cujo formato ainda depende de alguns detalhes.
Depois de cinco anos de SBT, Madalena diz que finalmente vai realizar o sonho de comandar um programa só seu, mais no estilo Ophra Winfrey do que para Ricki Lake Show ou Márcia, como ela própria adianta. Ela diz que, em 1995, já havia entregue ao SBT um projeto de programa no estilo do apresentado hoje por Márcia Goldschmidt e que tem muita audiência nos Estados Unidos. Segundo Madalena, só nos EUA há 17 programas desse tipo. Mas o seu, ainda sem título definitivo e que vai ao ar às 20h30, será diferente, mais jornalístico.
Quanto ao Repórter Record, é uma idéia antiga do diretor-geral Eduardo Lafond e será comandado por Odilon Coutinho. Segundo ele, o novo programa jornalístico da Record será diferente do Globo Repórter. A emissora lançará, também, um programa de prestação de serviços, o Disk-Record, na hora do almoço.
Estréias Na Band, o diretor-geral Rubens Furtado informa que a emissora ainda estuda o formato de novos programas jornalísticos e que um deles poderá até ter o mesmo tom policialesco que rende bons pontos de audiência na CNT-Gazeta, Record, Manchete e SBT. No dia 26, estréia Tempo Quente, projeto de Carlos Amorim, que trouxe para a emissora Marcos Hummel, ex-apresentador do programa Na Rota do Crime, na Manchete. A idéia é investir em informação, com ênfase na prestação de serviços, explica o diretor de programação Celso Tavares. Os maiores planos, porém, foram reservados para a cobertura da Copa do Mundo, para a qual serão mobilizados mais de cem profissionais, num investimento de 20 milhões de dólares.
No SBT, Marília Gabriela começará a apresentar em março um programa de entrevistas, aos domingos, mas continuará à frente do SBT Repórter. Com o fim do Aqui Agora e do TJ Brasil, há cerca de 80 jornalistas esperando que o SBT anuncie alguma definição nos próximos dias. Por enquanto, uma parte deles atua provisoriamente nas edições do Notícias de Última Hora e no bloco nacional do SBT/CBS Telenotícias, comandado direto de Miami por Leila Cordeiro e Eliakim Araújo.
Além da provável volta do TJ Brasil em março, o SBT deverá promover a estréia de um programa de auditório comandado por Nei Gonçalves Dias. Nei também está cotado para ser âncora do noticiário regional que substituiu o Aqui Agora, que ele comandava.


