Novidades no mundo da fantasia
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quarta-feira, 14 de agosto de 2002
Nathalia Molina<br> Agência Estado 
Orlando Os americanos são mestres em criar fantasias. Orlando é uma prova disso. Os famosos parques da Flórida, que atraem pencas de adolescentes brasileiros, são deliciosas máquinas de iludir. Ao mudar de atração nos dois parques da Universal, entra-se também numa realidade diferente. O mundo tecnológico do ''Exterminador do Futuro'', o selvagem ambiente de ''Jurassic Park'', a Manhattan do ''Homem-Aranha''.
Mais adiante, surge o Pacífico. Estátuas de deuses orientais, palmeiras e móveis de palhinha. A novidade na Universal Orlando é um ''brinquedo'' bem maior do que aqueles vistos no Islands of Adventure e no Universal Studios. É o Royal Pacific Resort, investimento de US$ 200 milhões com mil quartos, o terceiro hotel Loews no complexo.
Seguindo a linha temática dos anteriores o Portofino Bay Hotel (750 quartos) recria uma vila mediterrânea e o Hard Rock Hotel (650 apartamentos) exibe a atmosfera rock'n'roll da marca , o resort pretende levar o visitante a uma viagem pelo Pacífico dos anos 40. ''Pegamos elementos de várias culturas. A idéia não foi reproduzir um lugar, podemos ser qualquer uma daquelas ilhas'', disse o gerente-geral do Royal Pacific, Dale McDaniel.
E tudo é feito para que a ilusão não se desfaça. Os ambientes têm decoração apurada, destaque para o Orchid Court Longue. Espécies de orquídeas também estão no espaço ao lado, num jardim de inverno com fontes em formato de elefante (símbolo de fortuna no Oriente).
Os funcionários desfilam colares das Filipinas. Em toda parte, há painéis de madeira trabalhada à mão vindos de Bali, até na parede vazada que separa a área do banheiro nos quartos. Sobre a mesa nos apartamentos, o livreto recepciona o hóspede com ''Bula'' (''Bem-vindo'', nas Ilhas Fiji) e deseja que ele ''Nikmati!'' (''Aproveite'', na Indonésia).
Na parte externa, a piscina foi feita com rampa na entrada (se torna funda aos poucos, imitando a sensação de entrar no mar). A criançada curte os jatos do barco-playground Royal Bali Sea na água. Ou, a seco, no Mariner's Club, sala com jogos.
Para os adultos, quadra de vôlei de praia, cabanas para alugar e espreguiçadeiras viradas para o pôr-do-sol. No canal em frente, um barquinho vem e volta liga os dois parques, três hotéis e CityWalk, espaço para entretenimento com bares, boates e cinemas. Essa é uma das principais facilidades de se hospedar na Universal. Nada de pegar carro, só aguarde a saída no deque.
Ali o que chama atenção, no entanto, é o avião na água. Logo que se vê a aeronave da Royal Pacific Airways, a reação é procurar o Tatu. Lembra-se do pequeno gritando ''o avião, o avião'' nas dublagens de infância. Mas não há Tatu. O veículo está lá para simbolizar a ligação que os aviões faziam entre as ilhas, não da ''Fantasia'', e sim do Pacífico.
A aventura pelo Oriente segue no Jake's American Bar, uma das quatro opções para comer no resort. No teto, o charme: os ventiladores são abanadores. Mas o toque oriental chega à comida com a inauguração do Tchoup Chop, prevista para o outono americano (nossa primavera). Emeril Lagasse prepara o cardápio com inspiração asiática.


